Bloomberg — A CSN informou que um grupo de bancos concordou em conceder à empresa um empréstimo de US$ 1,2 bilhão, aliviando as preocupações sobre sua capacidade de cumprir as obrigações de curto prazo.
Espera-se que a linha de crédito seja garantida, em parte, por certos ativos designados para venda, de acordo com um registro regulatório. O empréstimo também pode ser aumentado para US$ 1,4 bilhão.
O empréstimo dará suporte à empresa até que ela possa captar dinheiro com a venda de ativos, de acordo com o documento. A CSN também disse que pretende usar os recursos da linha de crédito para refinanciar dívidas e pagar taxas e despesas relacionadas.
Leia também: Joesley Batista negocia com Benjamin Steinbruch a compra de ativos da CSN, dizem fontes
Os credores incluem Morgan Stanley, Citigroup, Crédit Agricole, HSBC, Banco XP, BNP Paribas, agência do Banco do Brasil em Nova York e Banco Bradesco, diz o documento.
A CSN estava entre as empresas brasileiras cujos títulos caíram no início deste ano, à medida que os investidores se preocupavam com o impacto das taxas de juros mais altas do país sobre as empresas altamente endividadas.
“O empréstimo garantido deve apoiar a liquidez enquanto a empresa executa seu plano de desinvestimento para fortalecer sua estrutura de capital”, escreveu a analista Josseline Jenssen, da Lucror Analytics, em uma nota.
A Cia Siderúrgica Nacional, nome formal do conglomerado, disse em janeiro que planeja alienar ativos importantes para reduzir seu pesado endividamento.
A CSN estava procurando levantar até US$ 1,5 bilhão em um empréstimo garantido para pagar os títulos vencidos, disseram pessoas familiarizadas com o assunto no mês passado.
Leia também: CSN Cimentos atrai interesse de Votorantim e chinesa Huaxin, dizem fontes
A dívida líquida da empresa aumentou 11% para 41,2 bilhões de reais (US$ 7,8 bilhões) durante o quarto trimestre, aumentando o índice de alavancagem líquida da empresa para 3,47 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.
Seus títulos em dólar estão entre os de pior desempenho entre as empresas de mercados emergentes este ano, tendo gerado aos investidores uma perda média de 16,8% no período, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.
“A assinatura do empréstimo deve trazer algum alívio para o mercado, e vemos isso como o primeiro passo na direção certa”, disse Nicolas Giannone, analista da Balanz UK.
“Para virar a maré de vez, primeiro precisaremos ver o uso efetivo dos recursos do empréstimo e, em seguida, um progresso tangível na venda da unidade de cimento”, disse ele.
--Com a ajuda de Rachel Gamarski e Vinícius Andrade.
Veja mais em bloomberg.com