CFO da Nissan anuncia saída por ‘motivos pessoais’ e montadora aponta substituto

George Leondis assumirá o cargo a partir de 1º de abril, enquanto Jérémie Papin permanecerá na montadora até meados de maio, quando termina o ano fiscal

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Bloomberg — A Nissan informou que o diretor financeiro Jérémie Papin deixará o cargo por motivos pessoais, e que a empresa nomeará um executivo de longa data para substituí-lo.

George Leondis sucederá Papin como chefe financeiro a partir de 1º de abril, informou a empresa em um comunicado na terça-feira. Papin permanecerá na Nissan até meados de maio para conduzir a montadora até o final do ano fiscal.

Papin assumiu o cargo de CFO em 2025, no período que antecedeu uma mudança de liderança que coincidiu com o início do esforço da montadora para cortar custos e se recuperar de sua pior crise em quase três décadas.

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Mais recentemente, a Nissan reduziu sua previsão de perdas operacionais e divulgou o progresso em sua iniciativa de corte de custos.

Leondis ingressou na Nissan em 2004 como chefe de finanças da Austrália. Desde 2024, ele está no Japão, onde lidera as operações industriais e de produtos globais, bem como o financiamento de parcerias e fusões e aquisições.

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Ele assume o cargo em um momento crítico para a Nissan. Embora as perspectivas mais animadoras da montadora tenham dado ao CEO Ivan Espinosa um certo espaço para respirar, a pressão está aumentando sobre a empresa para atualizar uma linha de produtos envelhecida a fim de reacender a demanda.

No mês passado, a Nissan previu um prejuízo operacional de ¥ 60 bilhões (US$380 milhões) para o ano fiscal que termina em março, melhor do que sua estimativa anterior de ¥ 275 bilhões.

A montadora espera reportar um prejuízo líquido de ¥ 650 bilhões para o ano inteiro, bem como vendas líquidas de ¥ 11,9 trilhões.

Enquanto Espinosa prossegue com a reestruturação que fará com que a Nissan corte 20.000 empregos e feche sete fábricas, a Nissan ainda enfrenta grandes ventos contrários.

Isso inclui uma concorrência cada vez mais acirrada na China, bem como políticas comerciais incertas dos EUA, riscos de fornecimento de chips e movimentos tumultuados nos mercados de energia devido à guerra do Irã.

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