Bloomberg — A companhia aérea estatal portuguesa TAP precisa de um parceiro estratégico se quiser sobreviver contra crescente incerteza do mercado e série de choques na indústria, disse o presidente-executivo Luís Rodrigues.
“A ideia de que podemos orgulhosamente permanecer sozinhos e pequenos tem um futuro fácil de prever”, disse Rodrigues nesta quarta-feira (20). “Se fizermos parte de grupo maior, mais bem capitalizado e mais estruturado, estaremos em posição muito melhor para nos defender.”
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Seus comentários vêm cerca de um mês após Portugal convidar Air France-KLM e Deutsche Lufthansa para apresentar propostas vinculantes por participação minoritária na TAP. O governo planeja vender até 49,9% da companhia aérea, com fatia de 5% reservada para funcionários.
Os dois grupos de companhias aéreas devem realizar auditoria e apresentar ofertas vinculantes até o final de julho.
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Rodrigues, que fez os comentários em uma conferência promovida pelo Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, disse que agora há intervalos menores entre grandes perturbações na indústria.
Companhias aéreas enfrentam custos crescentes de combustível e preocupações de fornecimento ligadas à interrupção contínua ao redor do Estreito de Ormuz.
A empresa portuguesa luta por sua sobrevivência há vários anos. Recebeu resgate de € 3,2 bilhões apoiado pelo Estado e aprovado pela União Europeia em 2021 como parte de plano de reestruturação vinculado à pandemia.
Desde então, a gestão da TAP se concentrou em garantir a sobrevivência da companhia aérea e buscar crescimento enquanto a consolidação da indústria continua beneficiando grupos de aviação maiores e aumentando ameaças para companhias aéreas independentes, disse ele.
“Os fortes ficam mais fortes e os menos fortes ficam mais fracos”, disse. “O risco para nós de não estar integrados num grupo está aumentando.”
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