Bloomberg — A BYD estabeleceu uma meta ambiciosa de vender mais de 2,5 milhões de veículos no exterior em 2027, acelerando sua expansão para além da China, onde uma acirrada guerra de preços tem prejudicado a lucratividade.
A montadora também elevou sua meta de vendas no exterior para 2026 para um intervalo entre 1,9 milhão e 2 milhões de veículos, em comparação com a meta anterior de 1,5 milhão, de acordo com uma nota do Deutsche Bank Research baseada em uma reunião com investidores realizada na segunda-feira. Representantes da BYD não responderam imediatamente aos pedidos de comentários sobre as metas.
O aumento nas exportações — de apenas 45 mil em 2022 — ressalta como a maior fabricante de carros elétricos da China está convertendo sua posição dominante no mercado interno em uma presença global.
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A empresa tem avançado agressivamente na Europa, América Latina, Sudeste Asiático e Austrália com veículos elétricos avançados, porém acessíveis. As vendas da BYD cresceram 18% no mês passado, com as exportações mais que dobrando para um recorde e representando 43% do total de entregas.
A receita no exterior superou as vendas no mercado interno pela primeira vez no primeiro semestre do ano, ajudando a encerrar uma das mais longas quedas nos lucros da empresa e ilustrando por que as montadoras chinesas estão se expandindo cada vez mais no exterior.
A lucratividade internacional foi estimada em cerca de 20.000 yuans (US$ 2.980) por veículo, apesar dos desafios cambiais, de acordo com a nota do Deutsche Bank.
A administração sugeriu um nível semelhante de lucratividade no curto prazo, já que o crescimento do volume é compensado pelo investimento contínuo na expansão de sua rede de vendas e no aumento da capacidade no exterior.
Os executivos presentes na coletiva também reconheceram que as restrições de transporte limitaram os volumes de exportação no início do ano, situação que a empresa está resolvendo por meio da ampliação da frota de navios dedicados ao transporte de veículos e da fabricação localizada.
A produção já teve início na fábrica da BYD na Indonésia, sua unidade no Brasil está aumentando a capacidade para 300.000 veículos por ano e os primeiros carros devem sair da fábrica na Hungria até dezembro, afirmaram os executivos na coletiva, segundo os analistas do Deutsche Bank.
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A empresa está avaliando ativamente novas unidades de fabricação em todo o mundo, disseram eles.
A BYD também tem como meta uma rede de 90.000 estações de recarga super-rápida até o final de 2028, incluindo 6.000 em mercados internacionais.
Embora o lançamento inicial de modelos compatíveis com carregamento de alta velocidade esteja atualmente limitado pela escassez de fornecimento de sua bateria “blade” de segunda geração, a empresa afirmou que espera que as restrições de capacidade sejam totalmente resolvidas até o primeiro trimestre de 2027.
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