Bloomberg Línea — O Bradesco (BBDC4) apresentou nesta quarta-feira (6) um resultado acima das expectativas do mercado para o primeiro trimestre de 2026. O banco somou lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões no período, acima dos R$ 6,652 bilhões esperados pelo consenso Bloomberg.
O resultado representa um avanço de 16,1% em base anual e de 4,5% contra o quarto trimestre do ano passado.
Já o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), principal indicador de rentabilidade do banco, ficou em 15,8% – alta de 1,4 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mesmo período do ano anterior e de 0,6 p.p. frente ao último trimestre.
“O Bradesco entrega o nono trimestre seguido de aumento do lucro líquido, expansão do ROAE e execução consistente do plano de transformação”, informou o banco em nota divulgada à imprensa.
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O banco informou que as receitas cresceram 14% na comparação anual e foram o principal motivo para a melhora da rentabilidade no período. “O ano começou em ritmo acelerado para o Bradesco, com bom desempenho das nossas receitas”, afirmou a nota.
Cautela no crédito
A carteira de crédito do banco também avançou e somou R$ 1,090 trilhão – avanço de 8,4% na comparação com o mesmo período do ano passado e leve alta de 0,1% em três meses.
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E embora a inadimplência esteja controlada, o Bradesco indicou um período mais desafiador à frente. O indicador de inadimplência longa, acima de 90 dias, subiu 0,1% na comparação trimestral, para 4,2%, impactado pelo segmento de pequenas e médias empresas.
O banco também sinalizou preocupação com o segmento de agronegócio, que está sendo um ponto de preocupação no setor desde o ano passado. Houve piora no portfólio de crédito rural de operações antigas para pessoas físicas e jurídicas.
“Nosso apetite ao risco continua moderado, com viés para mais conservador, em função do acompanhamento dos indicadores de mercado sobre inadimplência, que apresentaram certa degradação, em particular no agronegócio e em algumas modalidades”, informou a nota.
As ações do Bradesco (BBDC4) sobem 5,76% no acumulado do ano, contra uma alta de 16,33% do Ibovespa no mesmo período.
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