Bloomberg — Os detentores de títulos globais da Raízen, produtora brasileira de etanol e açúcar, estão perto de contratar a Moelis como assessor financeiro em meio ao aumento das dificuldades financeiras da empresa, segundo pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela Bloomberg News.
Nenhum contrato foi assinado ainda, disse uma das pessoas, pedindo para não ser identificada pois as negociações não são públicas.
A Moelis não quis comentar.
O grupo também contratou a White & Case para assessoria jurídica, disseram pessoas familiarizadas com o assunto na terça-feira.
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A Raízen, que tem o conglomerado brasileiro Cosan e a Shell como acionistas, vem sofrendo com as altas taxas de juros, safras abaixo do esperado e uma série de investimentos ambiciosos que ainda não geraram retornos significativos.
A empresa precisa de uma injeção de capital de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões, segundo o UBS BB Investment Bank no final do ano passado. As negociações para obter os recursos se arrastam sem resultados, o que impulsionou a venda de títulos da empresa.
A Raízen e seus assessores discutiram possíveis cenários, incluindo um desconto no valor da dívida como parte de uma reestruturação, segundo informou a Bloomberg News na semana passada.
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Na manhã de segunda-feira, a empresa informou que contratou assessores para avaliar opções de fortalecimento da liquidez e reequilíbrio financeiro, e os seus títulos da dívida despencaram.
Os títulos em dólar da empresa com vencimento em 2037 caíram cerca de 40 centavos de dólar desde o início da semana passada, com rendimento de aproximadamente 20%.
No início desta semana, a S&P rebaixou a classificação da empresa de grau de investimento para grau especulativo, em um dos maiores rebaixamentos já feitos para uma empresa brasileira.
A Fitch Ratings também rebaixou sua classificação em cinco níveis e, horas depois, anunciou um novo rebaixamento de três níveis.
A Moody’s Ratings já classificava a Raízen como investimento especulativo desde o final de 2025.
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