Bloomberg — A Bayer vendeu uma participação minoritária em seu negócio de contraceptivos à Apollo Global Management por € 3 bilhões (US$ 3,4 bilhões) e utilizará os recursos arrecadados para ajudar a cobrir seus custos crescentes com litígios relacionados ao herbicida Roundup.
O conglomerado alemão, que atua nos setores de medicamentos e ciências agrícolas, informou nesta sexta-feira que manterá o controle operacional total da entidade recém-criada, que comercializa contraceptivos reversíveis de ação prolongada para pacientes.
Isso inclui produtos como o Mirena, um dispositivo intrauterino hormonal, que pode proporcionar até oito anos de contracepção. O Mirena, juntamente com outros produtos, como o Kyleena e o Jaydess, gerou cerca de 1,4 bilhão de euros em vendas em 2025 para a Bayer.
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O acordo ocorre no momento em que o diretor executivo da Bayer, Bill Anderson, tenta recuperar uma empresa que vem sendo prejudicada por litígios nos EUA relacionados ao seu herbicida Roundup.
Em fevereiro, a Bayer elevou suas provisões para litígios para € 11,8 bilhões. A empresa informou na época que o financiamento imediato para os acordos e vencimentos de títulos foi garantido por meio de uma linha de crédito bancária de US$ 8 bilhões, enquanto o financiamento de longo prazo viria de outros instrumentos. A venda faz parte desse plano mais amplo para gerenciar seus custos com litígios.
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Na semana passada, a Bayer também tomou medidas para separar seus negócios relacionados ao glifosato nos EUA — que incluem o herbicida — em uma unidade de negócios independente, após uma decisão favorável da Suprema Corte sobre o litígio.
As ações da Bayer subiram até 2% na sexta-feira. As ações registraram alta de cerca de 40% no que vai de ano.
Para a Apollo, o negócio com a Bayer é o mais recente de uma série de financiamentos com capital privado que a gestora de ativos listada na Bolsa de Nova York tem fechado com empresas de primeira linha.
Ao longo dos anos, a empresa liderou algumas das transações mais complexas do setor, envolvendo bilhões de dólares, fechando acordos com corporações como a Intel, a Electricité de France e a Vonovia.
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No início deste ano, a Apollo também liderou um pacote de financiamento de US$ 35 bilhões para a Anthropic PBC, com o objetivo de expandir sua infraestrutura de IA.
A Apollo tem identificado cada vez mais a Europa como um mercado-chave para o crescimento.
No ano passado, o presidente Jim Zelter afirmou que a empresa poderia aplicar até US$ 100 bilhões em financiamentos somente na Alemanha ao longo da próxima década.
A empresa já estabeleceu uma presença significativa na região por meio de uma série de investimentos em infraestrutura energética europeia, incluindo um compromisso de US$ 6,5 bilhões com o projeto de energia eólica offshore da Ørsted no Reino Unido e um investimento de € 3,2 bilhões no negócio de rede elétrica da RWE na Alemanha.
Na sexta-feira, em um desdobramento separado, a Apollo também apresentou uma oferta pela EasyJet Plc que supera a proposta rival da Castlelake, uma reviravolta inesperada na disputa pela aquisição da companhia aérea de baixo custo britânica, o que abre caminho para uma possível competição entre os dois fundos de investimento norte-americanos.
--Com a colaboração de Silas Brown.
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