Amazon terá cartão de crédito próprio no Brasil e mira gastos além do e-commerce

Cartões Amazon.com.br e Amazon Prime estarão disponíveis em breve, segundo a big tech, em novo exemplo de empresa do setor com oferta de serviço financeiro

Centro de distribuição da Amazon, no Reino Unido
28 de Julho, 2023 | 04:11 PM
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Bloomberg Línea — Em um novo movimento de aproximação de grandes empresas de tecnologia com a prestação de serviços financeiros, a Amazon (AMZN) vai disponibilizar cartões de crédito da Mastercard no Brasil em breve, de acordo com informações divulgadas no site da gigante americana do e-commerce no país.

A oferta de cartões de crédito com marca própria é uma prática de muitos anos de grandes varejistas no Brasil, como Casas Bahia, da Via (VIIA3), Magazine Luiza (MGLU3), Carrefour Brasil/Atacadão (CRFB3), entre outros, que utilizam o meio de pagamento para fidelizar clientes. Há empresas que vão além, como o Mercado Livre (MELI), que criou sua própria fintech, o Mercado Pago.

Questionada pela Bloomberg Línea, a Amazon disse em comunicado que “está sempre em busca de oportunidades para aprimorar a experiência de compra dos no Brasil”. A empresa disse ainda que está satisfeita em “apresentar gradativamente os cartões de crédito Amazon Prime e Amazon.com.br” e que deve compartilhar mais detalhes nas próximas semanas.

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Segundo as informações do site da Amazon no país, os cartões não terão taxas de anuidade e oferecerão 3% do valor gasto de volta em pontos em compras - o cashback - no site da varejista online no Brasil. Os cartões também vão oferecer 2% do valor de volta em restaurantes, farmácias, entretenimento, viagens e compras internacionais. Novamente, é um benefício que concorrentes no país já oferecem.

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A Amazon diz ainda que seu cartão vai oferecer 1% do valor gasto de volta em outros estabelecimentos, como postos de gasolina, além de parcelamentos em até 15 vezes sem juros.

Outras big techs

A aproximação do mundo das big tech e o das finanças tem sido cada vez mais comum. Recentemente a Apple (AAPL), lançou, em parceria com o Goldman Sachs (GS), uma conta poupança para os usuários de seu cartão de crédito. Mas, segundo a Bloomberg News, a Apple tem preparado o terreno para depender menos de parceiros para seus serviços financeiros.

O Wall Street Journal informou recentemente que o Goldman Sachs considera encerrar sua parceria com a Apple e que o banco estaria em negociações com a American Express para que assuma o cartão de crédito da empresa conhecida pelo iPhone e outros serviços que ofereceriam em conjunto.

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Ao mesmo tempo, na América Latina, outra big tech, a Meta (META), tem crescido como meio de pagamento de consumidores a pequenas e médias empresas, por meio de soluções como o WhatsApp.

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Para além dos serviços financeiros, a diversificação de negócios da Amazon pode chegar à telefonia. Segundo a Bloomberg News noticiou em maio, a big tech também teve negociações com operadoras sobre a oferta de serviço de telefonia móvel de baixo custo ou possivelmente gratuito para assinantes Prime nos Estados Unidos, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

A empresa negociava com a Verizon Communications, a T-Mobile e a Dish Network para obter os preços de atacado mais baixos possíveis, o que permitiria que a big tech oferecesse planos wireless aos membros Prime por US$ 10 por mês ou possivelmente de graça e reforçasse a fidelidade entre seus clientes que mais gastam, disseram as pessoas ouvidas pela Bloomberg News que pediram anonimato.

- Com informações da Bloomberg News.

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Isabela  Fleischmann

Jornalista brasileira especializada na cobertura de tecnologia, inovação e startups