Agibank levanta US$ 240 milhões em IPO em NY após revisar faixa de preço, diz fonte

Segundo uma pessoa que falou à Bloomberg News, fintech voltada às classes C e D vendeu 20 milhões de ações a US$ 12 cada, no piso da faixa revisada, que anteriormente previa de US$ 15 a US$ 18. Estreia na NYSE será nesta quarta (11)

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Bloomberg — O Agibank levantou US$ 240 milhões em uma oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Nova York (NYSE), segundo uma pessoa com conhecimento do assunto que falou com a Bloomberg News, após empresa reduzir o tamanho da operação e a faixa indicativa de preço mais cedo na terça-feira (10).

A fintech brasileira voltada para o público das classes C e D fora do radar dos grandes centros urbanos vendeu 20 milhões de ações a US$ 12 cada, no piso da faixa revisada, disse a pessoa, que pediu para não ser identificada porque o preço ainda não é público.

A estreia e o início das negociações devem acontecer nesta quarta-feira (11).

Antes disso, o Agibank havia ofertado 43,6 milhões de ações a um preço entre US$ 15 e US$ 18.

Um representante da Agibank, fundado e controlado por Marciano Testa, se recusou a comentar.

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Nesse preço, a AGI, como a empresa é formalmente registrada, teria um valor de mercado de cerca de US$ 1,9 bilhão, com base no número de ações em circulação informado em seus registros junto à Securities and Exchange Commission (SEC), dos Estados Unidos.

A oferta revisada teve demanda várias vezes superior à quantidade ofertada, segundo pessoas familiarizadas com o assunto haviam dito anteriormente.

A mudança ocorreu em meio à queda das ações da também fintech PicPay (PICS), que no fim de janeiro protagonizou o primeiro IPO de uma empresa brasileira nos Estados Unidos em mais de quatro anos.

A fintech viu suas ações recuarem mais de 20% desde que levantou US$ 434 milhões em sua estreia na bolsa americana.

O Agibank tinha cerca de 6,4 milhões de clientes ativos em 30 de setembro de 2025, segundo o prospecto.

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A empresa foi avaliada em R$ 9,3 bilhões em sua rodada mais recente de captação, em dezembro de 2024, quando recebeu um aporte de R$ 400 milhões da Lumina Capital Management, fundo brasileiro fundado pelo ex-executivo do Morgan Stanley Daniel Goldberg.

Goldman Sachs, Morgan Stanley, Citigroup, BTG Pactual, Itaú BBA, Bradesco BBI, Santander, XP e Société Générale coordenaram a oferta pública.

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