Bloomberg — O preço do petróleo pode atingir o recorde de US$ 200 por barril, caso a guerra com o Irã se estenda até junho, com o Estreito de Ormuz permanecendo fechado, afirmou o Macquarie Group.
Um conflito que avance pelo segundo trimestre resultaria em preços reais historicamente elevados, afirmaram em nota analistas, incluindo Vikas Dwivedi, desenhando um cenário com probabilidade de 40%.
Uma alternativa, com probabilidade de 60%, sugere que a guerra pode terminar no fim deste mês, disseram.
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O petróleo Brent caminha para um ganho mensal recorde em março, à medida que a guerra entre EUA, Israel e Irã abala o Oriente Médio, rico em petróleo. O conflito levou Teerã a promover um fechamento quase completo do Estreito de Ormuz, restringindo severamente fluxos de energia vitais para a economia global.
“Se o estreito permanecer fechado por um período prolongado, os preços precisariam subir o suficiente para destruir uma quantidade historicamente grande da demanda global por petróleo”, disseram os analistas no relatório de 27 de março.
“O momento da reabertura do estreito e os danos físicos à infraestrutura energética são os principais determinantes do impacto de longo prazo sobre as commodities.”
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O Brent era negociado perto de US$ 115 por barril nesta segunda-feira, após atingir a máxima de US$ 119,50 no início deste mês, durante a crise. O preço de referência atingiu um pico nominal de US$ 147,50 por barril em 2008, segundo dados compilados pela Bloomberg.
Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, adiou em 10 dias o prazo para atacar instalações energéticas do Irã, com a segunda pausa nessa ameaça estendendo o cronograma de possíveis ataques até 6 de abril. O Irã havia permitido que 10 petroleiros atravessassem o estreito como gesto de boa vontade, disse ele.
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O fechamento do estreito “levou tanto os preços do petróleo bruto quanto dos derivados a disparar devido à magnitude da interrupção”, disseram os analistas. Em tempos anteriores ao conflito, a via navegável registrava trânsitos diários de cerca de 15 milhões de barris de petróleo bruto, além de 5 milhões de barris de derivados, afirmaram.
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