Morgan Stanley vê piso no S&P 500 e aponta oportunidades em bancos e tecnologia

Banco vê compressão de múltiplos e fundamentos sólidos como sinais de piso, e recomenda aumentar exposição a cíclicas, especialmente bancos, e tecnologia

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Bloomberg Línea — O S&P 500 começou a formar um piso, num contexto em que as avaliações se comprimiram, o sentimento do mercado permanece negativo e os lucros das empresas continuam demonstrando solidez, de acordo com um relatório do Morgan Stanley.

Nesse cenário, a instituição considera oportuno começar a aumentar a exposição a setores cíclicos e a empresas de crescimento de qualidade. Dentro do universo cíclico, os bancos aparecem como uma das principais apostas.

De acordo com a análise, as instituições financeiras apresentam um crescimento esperado dos lucros que se manteve resiliente, enquanto suas avaliações relativas sofreram uma correção para baixo em meio a preocupações relacionadas à disrupção causada pela inteligência artificial e ao avanço do crédito privado.

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Para o Morgan Stanley, esses riscos estariam sendo superestimados no caso do setor bancário.

Paralelamente, o relatório identifica oportunidades no segmento de crescimento de qualidade, particularmente entre os grandes provedores de infraestrutura tecnológica — os chamados hiperescaladores — e, em termos mais amplos, o grupo conhecido como “7 Magníficas”.

Atualmente, essas empresas estão sendo negociadas a níveis de avaliação semelhantes aos do setor de bens de consumo básico, com múltiplos em torno de 24 vezes o lucro, contra 22 vezes nesse segmento defensivo.

No entanto, apresentam um crescimento esperado dos lucros que supera em mais de três vezes o desse setor, o que, segundo a empresa, reforça seu atrativo relativo.

Estratégias

Além da alocação setorial, o Morgan Stanley também destacou o desempenho de suas estratégias temáticas, que superaram o S&P 500 no que vai de 2026 e ao longo de 2025.

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Nesse contexto, o banco recomenda uma reorientação seletiva para áreas específicas com potencial de geração de retornos.

Entre elas, destaca o setor de defesa, diversas áreas relacionadas à saúde — incluindo a interseção entre inteligência artificial e saúde, o envelhecimento da população e o chamado “ecossistema da diabesidade” —, bem como empresas que adotam inteligência artificial e apresentam altas barreiras à entrada ou poder de fixação de preços.

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O relatório também mantém uma visão positiva sobre a infraestrutura associada à inteligência artificial, como o desenvolvimento energético e das redes elétricas necessárias para sustentar sua expansão, e acrescenta como tema emergente o avanço dos robôs humanóides.

No geral, a estratégia combina uma visão de curto prazo — com um mercado que parece estar se estabilizando — com uma seleção de setores e temas que, segundo o Morgan Stanley, concentram as oportunidades de crescimento no atual cenário.