Minério de ferro recua com pessimismo sobre setor imobiliário da China

Apesar da queda nesta quinta (28), matéria-prima do aço caminha para uma alta de cerca de 18% em 2023 após dois anos seguidos de queda

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Bloomberg — O minério de ferro recuou do patamar mais alto desde junho de 2022, em meio ao pessimismo renovado de que a desaceleração da construção de moradias na China persistirá.

Dez grandes bancos de investimento, incluindo Goldman Sachs (GS), Morgan Stanley (MS) e UBS, preveem que a China terá um terceiro ano consecutivo de contração na construção imobiliária em 2024, uma sequência de queda recorde.

O setor imobiliário responde por cerca de 40% da demanda por aço no país.

Além disso, grandes centros econômicos, como Pequim e Tianjin, alertam para níveis de poluição atmosférica elevados, e os controles sobre a produção das usinas siderúrgicas podem se tornar mais restritivos e durar mais tempo, segundo a Kallanish Commodities.

O índice de gerentes de compras do setor siderúrgico chinês indicou contração em dezembro, com a chegada do frio que desacelera a atividade dos canteiros de obras, disse o Shanghai Metals Market.

Os futuros de minério de ferro caíram até 2,6% em Singapura nesta quinta-feira (28), para US$ 137,55 a tonelada.

No ano, a matéria-prima do aço caminha para uma alta de cerca de 18%, após dois anos seguidos de queda. A recuperação em 2023 ainda deixa o preço bem longe do nível recorde de mais de US$ 230 atingido em maio de 2021.

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