Minério de ferro cai para o menor nível em quatro meses com fraca demanda por aço

Produção de aço na China está fraca e ainda não se recuperou após o feriado do Ano Novo Lunar; na semana passada, baixa foi de quase 9%

Os futuros da matéria-prima siderúrgica caíram até 3,6% em Singapura nesta segunda-feira (26)
Por Liz Yee Xing Ng
26 de Fevereiro, 2024 | 08:48 AM

Bloomberg — O minério de ferro caiu para o menor patamar desde outubro – após uma queda de quase 9% na semana passada – com uma redução nas expectativas de um aumento na demanda chinesa de aço após as festas do Ano Novo Lunar.

Os futuros da matéria-prima siderúrgica caíram até 3,6% em Singapura nesta segunda-feira (26), um sinal preocupante, uma vez que março e abril, meses normalmente movimentados para a construção na China, estão se aproximando.

A Vale (VALE3), segunda maior produtora de minério de ferro do mundo, disse que está buscando aumentar suas vendas fora da China, o que indica que os mineradores não estão otimistas com uma recuperação.

A produção de aço está fraca e ainda não se recuperou totalmente após o feriado do Ano Novo Lunar, disse a Minmetals Futures em uma nota. As usinas provavelmente vão determinar a produção com base nos volumes de vendas devido à baixa rentabilidade, completou.

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O minério de ferro caiu 3,5% para US$ 115,90 a tonelada às 12h42 em Singapura, depois de atingir o nível intradiário mais baixo desde 27 de outubro mais cedo na sessão. Os futuros chineses caíram 2% em Dalian, enquanto os contratos de aço em Xangai recuaram.

Os estoques nas principais siderúrgicas chinesas aumentaram 25,7% na segunda metade de fevereiro em comparação com o início do mês, de acordo com dados da Associação Chinesa de Ferro e Aço. A produção diária de aço bruto durante o período mais recente registrou um modesto aumento.

Os preços do minério de ferro subiram na última parte do ano passado, com as esperanças de que medidas de estímulo da China reavivassem a atividade econômica, mas os governos locais até agora parecem relutantes ou incapazes de pegar mais empréstimos.

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Isso alimenta as expectativas de que Pequim possa assumir a carga e contrair mais dívidas. No mercado imobiliário, por outro lado, a Moody’s Investors Service retirou as notas de crédito de 10 incorporadoras chinesas na sexta-feira (23).

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