Bloomberg — As ações na Ásia devem ter uma manhã positiva nesta quinta-feira (13), depois que a inflação ao consumidor nos EUA caiu para uma taxa mínima de dois anos em junho, aliviando em parte a pressão que havia nos mercados globais quanto aos aumentos dos juros no país.
Os índices futuros de Hong Kong e Austrália apontam para fortes ganhos de abertura, enquanto o do Japão sugere um movimento menor de alta, em parte refletindo o peso da recente recuperação do iene. Os futuros do Hang Seng, de Hong Kong, estão com altas de 1,9%.
Em um indício inicial de movimentos que virão na região, os rendimentos dos títulos soberanos na Nova Zelândia caem, após fortes quedas nas taxas dos títulos do Tesouro dos EUA na quarta.
O que também indica o dia positivo é que o índice de ações chinesas listadas nos EUA sobe mais de 3% no pre-market, preparando o cenário para o desempenho das ações chinesas na quinta.
Na Coreia do Sul, espera-se que o banco mantenha as taxas de juros inalteradas em uma reunião ainda nesta quinta-feira. Esse seria o quarto encontro consecutivo com o BOK mantendo os juros, o que deu suporte ao índice de ações Kospi da Coréia do Sul. O índice ganhou cerca de 15% neste ano, enquanto o won caiu cerca de 1,8%.
Estados Unidos
Os dados “amenos” de inflação ao consumidor em junho impulsionaram o S&P 500 a terminar em seu ponto mais alto desde abril de 2022. O Nasdaq teve um salto de 1,2%. Os rendimentos dos títulos do Tesouro de dois anos, que são mais sensíveis a movimentos de política monetária iminentes, caíram 13 pontos básicos para 4,74% e o petróleo Brent subiu acima de US$ 80 o barril.
“É muito cedo para estourar o champanhe, mas não é muito cedo para começar a resfriar a garrafa”, disse Ronald Temple, estrategista-chefe de mercado da Lazard. “Dados melhores do que o esperado aumentam a probabilidade de que um aumento da taxa do Fed em 26 de julho seja o último deste ciclo.”
Veja mais em Bloomberg.com
Leia também
Por que a onda de quebras corporativas está apenas começando no mundo
Diretores do Fed reforçam a necessidade de juros mais altos para frear a inflação