Bloomberg Línea — O Ibovespa (IBOV) teve a maior queda em pouco mais de uma semana, diante da preocupação de investidores com a tramitação no Congresso do pacote fiscal apresentado pelo governo, que corre o risco de ser desidratado.
O principal índice da bolsa brasileira fechou em queda de 1,50%, aos 125.946 pontos, revertendo parte dos ganhos na véspera. Na semana, o Ibovespa avançou 0,34%.
A preocupação de investidores fez a cotação do dólar subir 1,31%, fechando em R$ 6,09, perto das máximas do dia.
Segundo a Bloomberg News, os ativos brasileiros afundaram depois que uma reunião com Guilherme Mello, secretário de política econômica do governo, não aliviou as preocupações persistentes sobre a trajetória da dívida do país.
Mello reforçou a aposta no plano fiscal do governo em uma teleconferência com investidores, segundo pessoas presentes. Ele reiterou que as medidas apresentadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva são robustas o suficiente para sustentar o arcabouço fiscal do país, disseram as pessoas à Bloomberg News, pedindo anonimato porque as discussões são privadas.
O Ministério da Fazenda confirmou que Mello conversou com investidores na sexta-feira.
Entre os ativos, a Vale (VALE3) caiu 1,70% e foi a maior contribuição negativa para o índice. Os papéis da Petrobras também cederam, com a ação preferencial (PETR4) recuando 1,61% e a ordinária (PETR3) recuando 2,07%.
Os bancos também tiveram um dia negativo. O Banco do Brasil (BBAS3) perdeu 2,86%, depois que analistas do Citi e do Goldman Sachs rebaixaram a recomendação do papel de compra para neutro. O Itaú (ITUB4) caiu 1,71% e também puxou o Ibovespa para baixo. Bradesco (BBDC4), Santander Brasil (SANB11) e BTG Pactual (BPAC11) também recuaram.
Na outra ponta, a B3 (B3SA3) subiu 0,92% e foi a maior contribuição positiva. A ação da operadora brasileira foi beneficiada depois que analistas do Goldman Sachs elevaram o papel a compra.
-- Com informações da Bloomberg News.