Futuros em NY operam perto da estabilidade; S&P 500 caminha para melhor tri desde 2020

O índice americano acumula alta de 14% desde o início de abril, enquanto investidores acompanham o último dia de um trimestre marcado pelo rali das ações; dólar avança e iene atinge o menor nível desde 1986

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Bloomberg — Os futuros das ações dos EUA operam perto da estabilidade na manhã desta terça-feira (30), após um trimestre que caminha para ser o melhor do S&P 500 em seis anos. Desde o início de abril, o índice acumula alta de 14%. O dólar avança, enquanto o iene recua ao menor nível desde 1986.

Na Europa, as bolsas sobem, lideradas pela alta da Abivax após uma atualização sobre um estudo clínico aliviar preocupações dos investidores. Na Ásia, as ações fecharam em alta, impulsionadas pelas fabricantes de chips.

As bolsas globais consolidam os ganhos à medida que os investidores se preparam para mais uma temporada forte de balanços, que, segundo analistas, deve ser impulsionada pelo boom dos investimentos em inteligência artificial. Um cenário macroeconômico favorável também tende a dar suporte aos mercados, já que a queda dos preços do petróleo ajuda a conter as preocupações com pressões inflacionárias.

“Os futuros dos EUA são sustentados pela retomada da demanda por tecnologia, com os investidores voltando à avaliação de que o setor de TI oferece uma das poucas histórias consistentes e confiáveis de crescimento dos lucros”, disse Marija Veitmane, chefe de pesquisa de ações da State Street Global Markets. “Isso faz com que qualquer turbulência nas ações de tecnologia pareça uma oportunidade de compra, e acredito que foi isso que vimos após a volatilidade da semana passada.”

O iene ampliou as perdas recentes e ultrapassou o patamar de 162 por dólar, atingindo um nível que deve aumentar a preocupação no Japão e colocar os operadores em alerta para uma possível intervenção das autoridades no mercado. A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, afirmou que o Japão responderá aos movimentos do mercado cambial a qualquer momento.

Em outros mercados, o petróleo Brent recuava 0,4%, para US$ 72,85 o barril, à medida que o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz acelerava. Analistas do Morgan Stanley reduziram suas projeções para o preço do petróleo pela segunda vez em cerca de duas semanas, diante de uma recuperação da oferta no Oriente Médio mais rápida do que o esperado, enquanto a produção robusta nos EUA e a demanda fraca da China aumentam o risco de excesso de oferta.

🔘 As bolsas ontem (29/06): Dow Jones Industrials (+0,59%), S&P 500 (+1,18%), Nasdaq Composite (+2,07%), Stoxx 600 (+0,04%), Ibovespa (-0,05%)

Veja a seguir outros destaques desta manhã de terça-feira (30 de junho):

- Reestruturação da Raízen. A companhia registrou consumo de caixa de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre do ano e praticamente dobrou as provisões para perdas por redução ao valor recuperável no ano-safra, para R$ 22,5 bilhões, enquanto avança na reestruturação de cerca de R$ 65 bilhões em dívidas.

- Fluxo em Ormuz. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse em entrevista à televisão estatal que pretende supervisionar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, com ou sem um acordo com Omã. “Alertamos os omanis de que outros países não têm o direito de interferir nessa questão”, disse.

- Futuro dos preços do petróleo. O Morgan Stanley reduziu novamente suas projeções para o petróleo, e passou a prever o Brent a US$ 75 por barril no segundo semestre, diante da rápida normalização do fluxo pelo Estreito de Ormuz e da combinação de oferta elevada dos EUA com demanda mais fraca da China.

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-- Com informações da Bloomberg News.

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