Bloomberg Línea — Os investidores têm um dia cheio nesta terça-feira (12), com a publicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Brasil e o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos Estados Unidos.
Na Argentina, o banco central cortou sua taxa de juros de 100% para 80%, já que os responsáveis pela política monetária observam um arrefecimento na inflação mensal enquanto o peso continua se fortalecendo em relação ao dólar nos mercados paralelos.
A Petrobras (PETR3; PETR4) segue no radar dos traders. Ontem, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva disse que a estatal precisa ter em mente que o povo brasileiro são é acionista, parecendo reforçar os cortes de dividendos que abalaram o mercado.
Destaque também para o relatório Focus, divulgado hoje. O boletim mostrou que a expectativa dos economistas do Banco Central (BC) para o IPCA aumentou, de 3,76% para 3,77%.
Para o Produto Interno Bruto (PIB), a previsão é de expansão de 1,78% da economia em 2024, ante 1,77% na edição anterior do relatório.
Confira a seguir cinco destaques desta terça-feira (12):
1. IPCA
As expectativas para o próximo Copom, que deve cortar a Selic em mais 0,50 ponto percentual segundo a precificação da curva de juros, devem ser influenciadas pelo IPCA de fevereiro, a ser divulgado nesta manhã.
A mediana das previsões indica que a inflação oficial deve ter acelerado para 0,79% na comparação mensal. Na comparação anual, o índice deve recuar para 4,44%, levemente abaixo do teto da meta. O diretor do BC, Diogo Guillen, disse que o nível e o tempo em que as expectativas ficam desancoradas preocupam.
2. Juros nos EUA
A presidente do Federal Reserve (Fed) de Cleveland, Loretta Mester, disse que o banco central deveria ser capaz de começar a reduzir as taxas mais tarde neste ano, embora primeiro espere ver mais evidências de que a inflação está desacelerando.
“A economia e a política monetária estão em um bom ponto neste momento”, disse Mester em um discurso virtual no Centro Econômico e Financeiro Europeu.
O aumento dos preços desacelerou significativamente no ano passado, mas esse ritmo de desinflação pode não continuar em 2024, justificando um monitoramento cuidadoso pelas autoridades, afirmou.
Seus colegas têm feito comentários semelhantes nos últimos dias.
O presidente do Fed, Jerome Powell, por exemplo, afirmou durante seu depoimento ao Congresso na quinta-feira que o banco central provavelmente cortará as taxas em algum momento este ano, mas que as autoridades ainda precisam ver mais evidências de que a inflação está em um caminho sustentável em direção à sua meta de 2%.
3. Mercados
As ações europeias e os futuros de ações dos EUA avançam nesta terça-feira (12) antes dos aguardados dados de inflação nos Estados Unidos que ajudarão a determinar quando o Federal Reserve mudará para uma política monetária mais flexível.
Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 subiram 0,2% e 0,4%, respectivamente, por volta das 8h35 (horário de Brasília). Já os rendimentos do Tesouro dos EUA operavam estáveis. Na Europa, o índice Stoxx 600 subia 0,4% no mesmo horário, com a ajuda dos ganhos de empresas dos setores de commodities e bancos.
4. Manchetes dos principais jornais
Estado de S. Paulo: Crise de dividendos na Petrobras: ministros reagem com ‘governança’ e Lula com ‘mais Estado’; leia análise
Folha de S. Paulo: Datafolha: reprovação de Lula sobe 9 pontos e atinge 34% na cidade de São Paulo
O Globo: Ex-comandante da Aeronáutica diz que Torres embasava juridicamente Bolsonaro sobre golpe
Valor Econômico: Crise do dividendo aumenta pressão sobre Petrobras
5. Agenda
Brasil:
- 9h: IPCA (fev)
Estados Unidos:
- 9h: Relatório Mensal da Opep
- 9h30: CPI (fev)
- 13h: Perspectiva Energética de Curto Prazo da EIA
- 14h: Leilão Americano Note a 10 anos
- 15h: Balanço Orçamentário Federal
- 17h30: Estoques de Petróleo Bruto Semanal API