Bloomberg Línea — A liquidez dos mercados globais promete ser reduzida nesta segunda-feira (15), devido ao feriado de Dia de Martin Luther King Jr. nos Estados Unidos, em que as bolsas estarão fechadas em Wall Street.
No Brasil, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, devem se reunir hoje para discutir a medida provisória que propõe a reoneração gradual da folha de pagamentos, segundo a CNN Brasil, em meio à pressão de parlamentares pela devolução da MP.
O ministro retorna das férias. A medida é vista como crucial para o cumprimento da meta de zerar o déficit fiscal neste ano.
Na cena externa, economistas consultados pela Bloomberg preveem que o Banco Central Europeu (BCE) reduzirá as taxas de juros quatro vezes este ano, à medida que a inflação recua mais rapidamente do que anteriormente previsto.
Os cortes, cada um de 0,25 ponto percentual, devem começar em junho, com reduções adicionais em setembro, outubro e dezembro, levando a taxa para 3%.
Na Alemanha, o país segue conseguindo evitar uma recessão após a crise energética e, apesar de encolher em 2023, a expectativa é de que tenha apenas uma modesta recuperação este ano.
De acordo com uma estimativa preliminar divulgada hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,3% entre outubro e dezembro. No entanto, com os três meses anteriores revisados para cima para 0% de -0,1%, a maior economia da Europa evitou dois trimestres consecutivos de contração.
Confira a seguir cinco destaques desta segunda-feira (15):
1. Relatório Focus
O relatório Focus, do Banco Central, mostrou uma leve queda nas projeções para a inflação de 2024, de 3,90% para 3,87%.
As estimativas para o câmbio também foram reduzidas, de R$ 5,00 para R$ 4,95.
Já as expectativas para os demais indicadores foram mantidas: crescimento de 1,59% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 e taxa Selic de 9,00% ao ano em dezembro.
2. China mantém juros
O Banco Popular da China manteve a taxa em seus empréstimos de um ano inalterada nesta segunda-feira, frustrando investidores que esperavam o primeiro corte desde agosto.
Embora o banco central tenha injetado mais dinheiro no sistema para atender à demanda por financiamento, uma nova rodada de números fracos de crédito na sexta-feira havia fortalecido as expectativas de passos mais audaciosos.
“Diante dos dados fracos, um corte provavelmente teria minado o yuan e levado a uma indesejada fraqueza da moeda”, disse Robert Carnell, chefe regional de pesquisa para a Ásia-Pacífico no ING Groep NV. “Acredito que as autoridades estão bastante limitadas no que podem fazer — e, portanto, não estou nem desapontado nem surpreso, mas estou resignado a este ser outro ano difícil.”
3. Mercados
As ações europeias recuam juntamente com os títulos nesta segunda-feira, à medida que os traders avaliavam as perspectivas para os juros antes de uma série de discursos de formuladores de políticas monetárias no Fórum Econômico Mundial em Davos nesta semana.
O índice Stoxx Europe 600 cedia 0,4% por volta das 8h40 (horário de Brasília), com ações de bancos e fabricantes de automóveis liderando as quedas após dados mostrarem que a economia da Alemanha contraiu pela primeira vez desde a pandemia no ano passado.
Para a Europa, os traders ainda estão apostando em uma redução de 149 pontos base este ano, em comparação com 153 na sexta-feira. O membro do Conselho de Governo do BCE, Robert Holtzmann, pode adicionar informações ao cenário quando falar em Davos ainda hoje.
4. Manchetes dos principais jornais
Estado de S. Paulo: ICMS vai subir em dez Estados e no DF após reforma tributária; veja como isso afeta a inflação (e o seu bolso)
Folha de S. Paulo: Tarcísio segue patamar tucano de verba a aliados, e Sabesp dita ritmo
O Globo: Dengue: Ministério da Saúde define estratégia de vacinação para alcançar 5 milhões de pessoas
Valor Econômico: Planalto prioriza busca por receitas em pauta legislativa
5. Agenda
EUA:
- Feriado de Martin Luther King Jr.
-- Com informações da Bloomberg News.
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