Futuros dos EUA operam estáveis antes da divulgação do payroll; bitcoin sobe mais de 4%

Relatório de emprego dos EUA pode reforçar ou reduzir as apostas em corte de juros pelo Federal Reserve neste mês, enquanto investidores também acompanham a alta dos Treasuries e o avanço das criptomoedas

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Bloomberg — Os futuros das ações dos EUA operam perto da estabilidade nesta sexta-feira (4), enquanto os Treasuries avançam, antes da divulgação do relatório de emprego americano, o payroll, que pode influenciar a decisão do Federal Reserve sobre os juros em setembro.

Os futuros do S&P 500 tinham pouca variação. As ações da Lululemon Athletica Inc. caíram nas negociações iniciais depois que a empresa reduziu suas projeções para o ano. Papéis ligados a chips e ao setor espacial tinham desempenho superior ao mercado.

Os Treasuries de prazos mais longos avançaram, com o rendimento dos títulos de dez anos em queda de um ponto-base, para 4,75%. O petróleo Brent recuou em direção a US$ 95 por barril. O dólar operava estável.

O relatório de emprego de agosto será divulgado em um momento em que as probabilidades de uma alta de 0,25 ponto percentual nos juros pelo Fed neste mês estão praticamente equilibradas. Embora o presidente do Fed, Kevin Warsh, tenha enfatizado na semana passada que o foco das autoridades está firmemente voltado para a inflação, os dados de emprego podem dar mais tempo ao banco central para avaliar se a política monetária atual é restritiva o suficiente para controlar as pressões sobre os preços.

Economistas estimam que o relatório mostrará a criação de 55 mil postos de trabalho, após uma queda inesperada no emprego em julho. Esse resultado ficaria, de modo geral, em linha com a média de criação de vagas neste ano. A expectativa é que a taxa de desemprego permaneça em 4,1%.

“O mercado precisa de um resultado fraco o suficiente para dar ao Fed um motivo para manter os juros inalterados, mas não tão fraco a ponto de intensificar as preocupações com uma recessão”, afirmou Linh Tran, da XS.com. “Dados de emprego e crescimento salarial acima do esperado podem voltar a pressionar os rendimentos dos títulos para cima e pesar sobre as ações.”

Por outro lado, números próximos das expectativas e acompanhados de uma desaceleração do crescimento dos salários criariam condições favoráveis para que o S&P 500 volte a testar sua máxima histórica, disse Tran.

🔘 As bolsas ontem (03/09): Dow Jones Industrials (+1,18%), S&P 500 (+1,06%), Nasdaq Composite (+1,40%), Stoxx 600 (+0,49%), Ibovespa (-0,01%)

Veja a seguir outros destaques desta manhã de sexta-feira (4 de setembro):

- Escalada da crise no Supremo. Alexandre de Moraes acusou André Mendonça de direcionar investigadores contra ele “por motivos pessoais e políticos”. A reação ocorreu após Mendonça retirar o sigilo de mensagens a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, aumentando os questionamentos sobre a relação de Moraes com o banqueiro.

- Reestruturação na Volkswagen. O conselho fiscal da montadora aprovou o plano do CEO Oliver Blume, que prevê o corte de mais de 50 mil postos de trabalho e a redução de até metade do portfólio de veículos até 2035. A VW reduziu em cerca de 16% seu plano de investimentos para 2027-2031.

- Ouro volta ao foco de investidores. Grandes gestoras, como Amundi, Pictet, Robeco e Fidelity, voltaram a aumentar suas posições em ouro. A aposta é que a busca por proteção contra riscos macroeconômicos sustente o metal no longo prazo, apesar da perspectiva de juros mais altos nos EUA.

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-- Com informações da Bloomberg News.

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