Bloomberg — O nervosismo dos investidores aumentou às vésperas do segundo turno das eleições brasileiras, fazendo disparar o custo de proteção nos mercados.
Embora o cenário base na Faria Lima permaneça o mesmo para Flávio Bolsonaro (PL) confirmar sua vantagem de primeiro truno sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), algumas das ‘puts’ — opções que ganham quando as ações caem — mais populares no principal ETF que acompanha as ações brasileiras mais que dobraram de preço nas últimas semanas. E as medidas de volatilidade do câmbio e do índice de ações doméstico estão nos maiores níveis desde a pandemia.
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Com o aumento da demanda por apostas em queda da bolsa, os preços dispararam, criando problemas para investidores que desejam proteger seus portfólios com as pesquisas continuando a mostrar uma disputa acirrada.
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A put de US$ 38 para novembro no ETF iShares MSCI Brasil valia US$ 1,55 na quarta-feira (22), mais que o dobro do valor de três semanas atrás, após o primeiro turno das eleições.
O prêmio acentuado para as opções de venda, conhecido como skew, atingiu o nível mais alto desde o início da pandemia de Covid-19 em 2020, mesmo com o ETF apresentando pouca variação.
O custo de proteção contra uma queda no índice aumentou tanto que a demanda pelas ‘calls’ — as opções de compra, que lucram com uma alta — começou a se recuperar, em um sinal de que alguns operadores estão substituindo posições compradas no mercado à vista por apostas em opções.
No mercado cambial, os chamados ‘risk reversals’ do real — uma medida do prêmio que operadores em opções estão dispostos a pagar para se protegerem contra uma desvalorização da moeda — subiram para cerca de 12% esta semana, o nível mais alto desde 2008.
Segundo a Bloomberg Intelligence , a alta nos preços das opções foi agravada por um fator técnico: os operadores que venderam estruturas de opções aos clientes estão agora correndo para proteger sua própria exposição, o que está elevando ainda mais os preços.
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