Ações globais sobem em dia de feriado nos EUA, com recuperação de chips

A recuperação de fabricantes de chips impulsiona os mercados asiáticos, em uma sessão de volumes reduzidos com os EUA fechados pelo feriado do Dia da Independência

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Bloomberg — As ações globais operam em alta nesta sexta-feira (3), à medida que perde força a apreensão sobre a alta impulsionada pela inteligência artificial. Em Nova York, os mercados estão fechados em razão do feriado do Dia da Independência, celebrado antecipadamente nesta sexta.

Os futuros do Nasdaq 100 avançaram 1% em uma sessão com feriado nos EUA. O indicador se recupera após uma venda de ações de fabricantes de chips provocar uma queda de 11% em dois dias no Philadelphia Stock Exchange Semiconductor Index.

Os contratos do S&P 500 subiram 0,3%. As fabricantes sul-coreanas de memória SK Hynix Inc. e Samsung Electronics também se recuperaram e ajudaram a impulsionar uma alta de 2% das ações asiáticas. O Stoxx 600 europeu oscilou.

Os ganhos de sexta-feira representam a mais recente reviravolta em um período de negociações voláteis, enquanto os mercados avaliam se a alta impulsionada por IA no segundo trimestre foi longe demais.

Investidores esperam que as oscilações continuem, com a próxima temporada de resultados vista como o próximo teste para saber se os grandes investimentos em infraestrutura de IA podem se converter em lucros.

“Essa recuperação provavelmente levará os mercados a subir na sexta-feira, enquanto os EUA permanecem fechados pelo Dia da Independência e os volumes são reduzidos”, disse Joachim Klement, chefe de estratégia da Panmure Liberum.

“Não há notícias relevantes de macroeconomia ou resultados capazes de movimentar os mercados hoje, de modo que os investidores devem voltar cada vez mais sua atenção para o início da temporada de balanços.”

O ouro subiu pela terceira sessão consecutiva, à medida que os mercados monetários continuam a reduzir as expectativas de altas dos juros pelo Federal Reserve neste ano. O metal, menos atrativo quando os juros estão mais altos, avançou 1,4%, para US$ 4.180 a onça, o maior nível em mais de uma semana.

As preocupações de que pressões inflacionárias persistentes deixariam o Fed com pouca escolha além de apertar a política monetária diminuíram nos últimos dias, com a queda dos preços do petróleo e uma desaceleração mais forte do que o esperado no crescimento do mercado de trabalho dos EUA. A primeira alta de 0,25 ponto percentual pelo Fed totalmente precificada pelo mercado passou de outubro para dezembro nos últimos dois dias.

O Brent se estabilizou abaixo de US$ 72 por barril, enquanto operadores avaliavam a perspectiva de aumento da oferta pelo Estreito de Ormuz e a continuidade das negociações entre os EUA e o Irã.

🔘 As bolsas ontem (02/07): Dow Jones Industrials (+1,14%), S&P 500 (0,0%), Nasdaq Composite (-0,80%), Stoxx 600 (+1,14%), Ibovespa (+0,64%)

Veja a seguir outros destaques desta manhã de sexta-feira (3 de julho):

- Flávio Bolsonaro tenta conter desgaste. Em documento de 86 páginas apresentado ao Escritório do Representante Comercial dos EUA, o senador Flávio Bolsonaro pediu que o governo americano suspenda novas tarifas contra o Brasil e não atinja o Pix antes de outubro. Segundo ele, as medidas beneficiariam Lula.ㅤ

- Petróleo em queda? O Citigroup prevê que o tipo Brent recue para entre US$ 60 e US$ 65 por barril até o fim do ano, com a normalização dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, a fraqueza da demanda chinesa e a perspectiva de retorno do excesso de oferta global.ㅤ

- Desdobramentos da crise na Venezuela. A presidente interina Delcy Rodríguez viu sua desaprovação subir para 63,3% depois dos terremotos que atingiram o país, enquanto 45,7% dos venezuelanos passaram a considerar novas eleições mais urgentes do que a reconstrução após o desastre.

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-- Com informações da Bloomberg News.

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