Bloomberg — As ações globais operam em alta nesta segunda-feira (15), enquanto o petróleo caiu ao menor nível em três meses após Estados Unidos e Irã anunciarem um acordo que abre caminho para encerrar o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz.
As ações europeias avançaram 0,9% e superaram o recorde histórico registrado antes do conflito. Os contratos futuros do Nasdaq 100 subiram 2,1%, enquanto os do S&P 500 avançaram 1,3%.
O Brent foi negociado abaixo de US$ 84 por barril. Ouro e Bitcoin registraram fortes ganhos, enquanto o dólar caminhava para o menor nível em duas semanas. Os títulos europeus tiveram desempenho superior ao de seus pares globais.
O acordo entre Washington e Teerã abre caminho para o fim de um conflito de três meses que deixou milhares de mortos e abalou os mercados financeiros. A retomada dos fluxos de petróleo do Oriente Médio ajudaria a eliminar o prêmio de risco incorporado aos preços do petróleo, oferecendo alívio a formuladores de políticas que enfrentam pressões inflacionárias.
“O apetite por risco voltou, mas a questão é saber se o Estreito será totalmente reaberto e quando isso de fato acontecerá”, disse Christopher Dembik, gestor sênior de investimentos da Pictet Asset Management.
“Trump não tem um histórico muito sólido de acordos duradouros no Oriente Médio, portanto existe o risco de que as tensões voltem a aumentar durante o verão.”
🔘 As bolsas na sexta-feira (12/06): Dow Jones Industrials (+0,70%), S&P 500 (+0,50%), Nasdaq Composite (+0,31%), Stoxx 600 (+1,88%), Ibovespa (-0,21%)
Veja a seguir outros destaques desta manhã de segunda-feira (15 de junho):
- Reabertura de Ormuz deve ser gradual. Analistas de mercado avaliam que a normalização dos fluxos de petróleo e gás por Ormuz pode levar meses. “Os fluxos físicos podem ser reiniciados rapidamente. A confiança geralmente não”, disse Haris Khurshid, da Karobaar Capital.
- Perspectivas para os juros dos emergentes. Investidores têm reformulado posições diante de trajetórias distintas de política monetária. A expectativa é de cortes de juros no Brasil, manutenção no Chile e preferência por mercados de alto carry, como Brasil, Colômbia, Hungria e África do Sul entre os emergentes.
- BCE alerta para pressão inflacionária. A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que a alta dos preços de energia já começou a contaminar outros setores da economia e sinalizou que novos aumentos de juros seguem na mesa para evitar efeitos secundários, como reajustes salariais.
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-- Com informações da Bloomberg News.
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