Bloomberg — As ações globais operam em leve alta nesta quarta-feira (25), enquanto os investidores aguardam o balanço da Nvidia para avaliar se a fabricante de chips pode retomar seu papel como principal motor do rali ligado à inteligência artificial.
Os futuros do S&P 500 avançaram 0,1% depois da recuperação, na terça-feira, de empresas de software que vinham pressionadas. Os Treasuries caíram em toda a curva, com o apetite por risco reduzindo a demanda por ativos considerados mais seguros. Impulsionada por ganhos no setor de tecnologia, a Coreia do Sul superou a França em valor de mercado. Ouro e prata, que também sobem neste ano junto com as ações, avançaram novamente.
A Nvidia enfrenta um momento decisivo, com seus resultados trimestrais previstos para depois do fechamento do mercado.
A referência do setor de IA vem ficando para trás em relação a outras empresas de semicondutores nos últimos meses — movimento que coincidiu com o Nasdaq 100 deixando de renovar máximas por quase quatro meses e com uma rotação mais ampla para fora das ações de tecnologia.
A Nvidia terá, no mínimo, de superar sua própria projeção anterior e estabelecer novas metas acima das estimativas atuais de Wall Street. Embora a empresa tenha feito isso repetidamente, aumentaram as preocupações de que a onda de gastos em IA não seja sustentável.
“Espera-se que os resultados da Nvidia sejam bons, dado o capex massivo anunciado por seus clientes, mas tudo depende de como o mercado vai reagir”, afirmou Arnaud Girod, chefe de estratégia de cross-asset da Kepler Cheuvreux. “O Nasdaq precisa da Nvidia para limitar seu atual desempenho inferior.”
Veja a seguir outros destaques desta manhã de quarta-feira (25 de fevereiro):
- Raízen sob pressão por aporte. Credores da produtora de açúcar e etanol enviaram cartas à Cosan e à Shell pedindo uma injeção de capital “substancial”, e afirmaram que os até R$ 5 bilhões discutidos são insuficientes, segundo fontes falaram à Bloomberg News. Bancos defendem aportes de até R$ 25 bilhões.
- GPA alerta para risco. A varejista brasileira reportou prejuízo no quarto trimestre e déficit de capital de giro, o que levantou dúvidas sobre a continuidade da operação. A alavancagem subiu para 2,4 vezes o Ebitda e a dívida líquida alcançou R$ 2,08 bilhões, apesar da redução do prejuízo anual para R$ 824 milhões.
- HSBC supera estimativas. O banco reportou lucro de US$ 29,9 bilhões em 2025, acima do esperado, impulsionado pelos negócios de patrimônio e por Hong Kong. Sob o comando do CEO Georges Elhedery, o banco elevou metas de rentabilidade e acelerou cortes de custos desde que o executivo assumiu o cargo, em 2024.
🔘 As bolsas ontem (24/02): Dow Jones Industrials (+0,76%), S&P 500 (+0,77%), Nasdaq Composite (+1,05%), Stoxx 600 (+0,23%), Ibovespa (+1,40%)
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-- Com informações da Bloomberg News.
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