Ações globais recuam antes da divulgação de dados de inflação dos EUA

Bolsas recuam antes da divulgação do CPI de maio, com investidores atentos à aceleração da inflação e à expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos

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Bloomberg — As ações globais operam em queda nesta quarta-feira (10), enquanto investidores aguardam a divulgação dos dados de inflação ao consumidor de maio (CPI, na sigla em inglês). A expectativa é que o indicador atinja o nível mais elevado em mais de três anos.

Os contratos futuros do Nasdaq 100 recuavam 1,3%, um dia depois de uma nova rodada de fortes oscilações entre fabricantes de chips que acumulam altas expressivas — a segunda em menos de uma semana. Os futuros do S&P 500 caíam 0,9%. Na Europa, o Stoxx 600 recuava 0,3%, com os setores de tecnologia e petróleo entre os piores desempenhos, à medida que investidores migravam para ações mais sensíveis ao ciclo econômico.

Os preços do petróleo registravam leve queda, apesar de uma nova rodada de ataques retaliatórios entre os Estados Unidos e o Irã. O Brent caiu abaixo de US$ 91 por barril, enquanto investidores avaliavam se as negociações de paz poderiam destravar os fluxos pelo Estreito de Ormuz. Os rendimentos dos Treasuries apresentavam pouca variação após a alta dos títulos na terça-feira.

As ações de tecnologia passaram a oscilar com mais intensidade após uma valorização sem precedentes, enquanto investidores lidam com uma lista crescente de riscos. Aumentam as expectativas de que o Federal Reserve precise elevar os juros para conter a inflação impulsionada pelo petróleo, ao mesmo tempo que uma série de ofertas públicas iniciais de grande porte ameaça absorver recursos dos investidores.

Por enquanto, as atenções estarão voltadas aos dados de preços ao consumidor de maio, que serão divulgados nesta quarta-feira e poderão oferecer o sinal mais claro até agora sobre a possibilidade de um Fed liderado por Kevin Warsh manter os custos de financiamento elevados por mais tempo.

“Não apenas oscilamos entre um acordo ou a ausência de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, como os mercados também alternam entre uma euforia com a inteligência artificial semelhante à de 1999 e temores de uma quebra das ações de tecnologia nos moldes de 2000”, observou Jim Reid, do Deutsche Bank AG. “Tudo o que falta agora é uma divulgação volátil do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos hoje para manter esse padrão.”

🔘 As bolsas ontem (09/06): Dow Jones Industrials (+0,17%), S&P 500 (-0,27%), Nasdaq Composite (-0,97%), Stoxx 600 (-0,50%), Ibovespa (+0,68%)

Veja a seguir outros destaques desta manhã de quarta-feira (10 de junho):

- A ambição do Brasil em terras raras. A Agência Nacional de Mineração enfrenta cortes orçamentários em meio ao aumento dos pedidos de exploração de terras raras. Desde 2023, o órgão recebeu mais de 3 mil solicitações, ante 745 entre 1975 e 2022, mas conta com apenas quatro funcionários dedicados à área.

- UE analisa compra da Warner pela Paramount. A União Europeia investiga a aquisição de US$ 110 bilhões da Warner pela Paramount sob regras de subsídios estrangeiros, diante da participação de fundos do Oriente Médio no financiamento da operação. O bloco estabeleceu o prazo inicial até 14 de julho para examinar o acordo.

- Bitcoin acumula perdas. A criptomoeda caiu abaixo do patamar de US$ 60 mil e acumula queda de 16% em sete dias, em meio à saída de investidores de ETFs e à mudança nas expectativas para os juros nos EUA. Analistas avaliam que a recuperação recente pode ser temporária e que o ativo ainda não encontrou um piso.

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-- Com informações da Bloomberg News.

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