Ações globais operam em alta com recuperação das techs e novo impulso de chips

Os futuros do Nasdaq 100 lideram os ganhos nos mercados globais, em meio à recuperação das ações de tecnologia, resultados corporativos na Ásia e otimismo renovado com o setor de chips

Por

Bloomberg — Aa ações globais operam em alta nesta quarta-feira (13), em meio à recuperação das empresas de tecnologia e às apostas de que o rali das fabricantes de chips ainda tem espaço para avançar.

Os contratos do Nasdaq 100 subiram 0,8%, acompanhados por uma recuperação do índice Kospi, da Coreia do Sul, e por uma máxima histórica de um importante indicador chinês concentrado em tecnologia. Mineradoras lideraram a alta de 0,6% das ações europeias. O S&P 500 parecia pronto para testar novos recordes, com os futuros do índice avançando 0,3%.

Em um dia movimentado de balanços na Ásia, o SoftBank Group Corp. reportou um aumento inesperado no lucro, ajudado por ganhos de avaliação sobre seu investimento na OpenAI. A receita da Tencent Holdings Ltd. ficou abaixo das estimativas, enquanto o Alibaba Group Holding Ltd. também deve divulgar resultados. A Nvidia Corp. avançava 2,2% no pré-mercado dos EUA após o cofundador Jensen Huang acompanhar o presidente Donald Trump em sua visita à China.

Os Treasuries e os títulos soberanos europeus registraram ganhos modestos. Os gilts britânicos se estabilizaram após o rendimento dos papéis de 30 anos atingir na terça-feira o maior nível em quase três décadas. O dólar teve leve alta frente às principais moedas.

🔘 As bolsas ontem (12/05): Dow Jones Industrials (+0,11%), S&P 500 (-0,16%), Nasdaq Composite (-0,71%), Stoxx 600 (+0,11%), Ibovespa (-1,01%)

Veja a seguir outros destaques desta manhã de quarta-feira (13 de maio):

- BYD mira fábricas ociosas na Europa. A montadora chinesa negocia com a Stellantis e outras empresas europeias a aquisição de unidades subutilizadas, segundo disse a vice-presidente executiva Stella Li em uma entrevista à Bloomberg News. A BYD tem ampliado as vendas de elétricos fora da China.   

- Efeitos da guerra. O fechamento do Estreito de Ormuz elevou os preços globais de fertilizantes e combustíveis e agravou o risco de insegurança alimentar em países africanos, como o Malaui. Agricultores de países como Nigéria e Lesoto relatam redução no uso de fertilizantes e da área de plantio.   

- Nissan projeta retomada após cortes. A montadora japonesa estimou lucro operacional de ¥ 200 bilhões (US$ 1,3 bilhão) no ano fiscal até março de 2027, acima das expectativas, em sinal de que o plano de reestruturação liderado pelo CEO Ivan Espinosa começou a aliviar a pressão financeira da empresa.

Assine a newsletter matinal Breakfast, uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque em negócios e finanças no Brasil e no mundo.

-- Com informações da Bloomberg News.

Veja mais em bloomberg.com

Leia também

Do ketchup zero à maionese: o plano da Kraft Heinz para dobrar de tamanho no Brasil