Ações globais avançam com projeção da TSMC e expectativa de trégua EUA-Irã

Projeção otimista da TSMC impulsiona ações enquanto investidores apostam em extensão da trégua no Oriente Médio

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Bloomberg — As ações globais operam em alta nesta quinta-feira (16) após uma projeção otimista da Taiwan Semiconductor Manufacturing impulsionar o setor de tecnologia, em meio ao crescente otimismo de que EUA e Irã buscam estender uma trégua de duas semanas.

Os futuros do S&P 500 avançaram depois que o índice fechou acima dos 7.000 pontos pela primeira vez, enquanto os contratos do Nasdaq 100 subiram 0,2% com a TSMC elevando sua previsão de receita e destacando a força da demanda por chips de IA. Ao mesmo tempo, equipes de Elon Musk buscam cotações e prazos de entrega para equipamentos de fabricação de chips para a projetada Terafab, reforçando o tom positivo no setor.

O Brent superou US$ 96 o barril com o fluxo no Estreito de Ormuz praticamente paralisado. Títulos globais subiram, liderados pela Europa, onde autoridades monetárias sinalizam cautela em elevar juros. O dólar ficou estável e o ouro avançou em direção a US$ 4.810 a onça.

Os mercados acionários estendem a forte recuperação com sinais de alívio nas tensões no Oriente Médio, combinados ao otimismo com IA e resultados corporativos, levando investidores a abandonar uma postura mais cautelosa. O veterano de Wall Street Ed Yardeni disse que investidores estão olhando além da guerra e focando nos fundamentos.

“A história mostra que crises geopolíticas acabam sendo grandes oportunidades de compra”, disse Yardeni à Bloomberg TV. “É a situação atual, em que investidores estão olhando além da guerra.”

“A TSMC descrevendo a demanda por IA como ‘extremamente robusta’, elevando o capex para o topo da faixa de US$ 52 bilhões a US$ 56 bilhões, e sinalizando que os próximos três anos de investimento superarão significativamente os três anteriores — essa não é a linguagem de um ciclo próximo do pico”, disse Amanda Lyons, responsável pelo setor de tecnologia da informação e chefe de pesquisa da Energy Group Capital.

🔘 As bolsas ontem (15/04): Dow Jones Industrials (-0,15%), S&P 500 (+0,80%), Nasdaq Composite (+1,60%), Stoxx 600 (-0,43%), Ibovespa (-0,46%)

Veja a seguir outros destaques desta manhã de quinta-feira (16 de abril):

- Barry Callebaut sob pressão. A moageira cortou seu guidance para o ano e agora espera queda no lucro, pressionada pela forte baixa nos preços do cacau. Após a notícia, as ações caíram cerca de 15%, enquanto o CEO Hein Schumacher aposta em recuperação gradual ao longo do ano.

- Crise no luxo. O CEO da Kering, Luca de Meo, quer mais do que dobrar a lucratividade do grupo, com foco em reverter o desempenho da Gucci, que ficou aquém das expectativas dos analistas no primeiro trimestre. A meta inclui elevar a margem operacional e o retorno sobre o capital.

- Ford suaviza discurso sobre China. Poucos dias após defender a exclusão de montadoras chinesas dos EUA, o CEO da empresa, Jim Farley, suavizou o discurso e afirmou que a empresa busca ampliar parcerias com fabricantes da China. Ele citou negociações com Geely e BYD e joint ventures já existentes no país.

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-- Com informações da Bloomberg News.

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