Bloomberg — O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán reconheceu a derrota para Peter Magyar na eleição parlamentar deste domingo (12).
O partido Tisza, de Magyar, estava a caminho de conquistar 68% das cadeiras no parlamento, contra 29% do Fidesz, de Orbán, segundo o Escritório Eleitoral de Budapeste, com 46% dos votos apurados.
A votação projetada representa uma supermaioria de dois terços — limite importante que permitiria a Magyar desmantelar o projeto nacionalista de Orbán.
Orbán disse a apoiadores que o resultado foi “doloroso” e afirmou ter parabenizado Magyar pela vitória.
⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.
Os húngaros compareceram em número recorde às urnas em uma votação que se tornou um referendo sobre o governo cada vez mais autoritário de Orbán, que durou 16 anos.
Magyar apresentou a eleição como a última chance de impedir que a Hungria, membro da Otan e da União Europeia, caísse na órbita da Rússia.
Leia também: Trump diz que os EUA vão bloquear o Estreito de Ormuz após fracasso de negociações
As pesquisas independentes realizadas antes do pleito já apontavam para uma vitória folgada do Tisza sobre o Fidesz.
Orbán, de 62 anos, foi por muito tempo um espinho no lado da UE e contava com o apoio do presidente Donald Trump e do russo Vladimir Putin.
Putin dependia do líder húngaro para semear divisões na União Europeia, bloquear a ajuda à Ucrânia e enfraquecer as sanções contra Moscou.
A vitória de Magyar deve abrir caminho para a liberação de um empréstimo de € 90 bilhões (US$ 106 bilhões) para Kiev — verba que Orbán havia vetado.
Veja mais em Bloomberg.com
Leia também
Crise no Oriente Médio provoca corrida global por cargas de petróleo bruto
Recuo de geleiras leva à corrida na Áustria para reduzir dependência de hidrelétricas
Do Brasil ao México: qual é a carga horária de trabalho em cada país da América Latina