Venezuela decreta estado de emergência e enfrenta devastação e mortes após terremotos

Sequência de tremores derruba edifícios, mata mais de 30 pessoas, fecha o principal aeroporto do país e mobiliza resgates enquanto governo prevê aumento no número de vítimas

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Bloomberg — Dois fortes terremotos consecutivos na Venezuela causaram a morte de pelo menos 32 pessoas e deixaram mais de 700 feridos após derrubarem de dezenas de edifícios e destruir parte do principal aeroporto internacional do país.

Um terremoto de magnitude 7,2 na noite de quarta-feira (24) foi seguido, menos de um minuto depois, por um tremor ainda mais forte, de magnitude 7,5, com epicentro no estado de Yaracuy, a oeste de Caracas, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou o número de mortos em um discurso à nação, acrescentando que se esperavam mais vítimas.

“Todas as nossas autoridades e o sistema de proteção civil estão focados na tarefa primordial de salvar vidas”, disse Rodríguez. “Posteriormente, trataremos de tudo o que estiver relacionado à recuperação da infraestrutura.”

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Rodríguez afirmou não dispor de números sobre vítimas na região mais atingida, o estado costeiro de La Guaira, onde dezenas de edifícios desabaram e o principal aeroporto internacional do país foi fechado devido a danos graves.

As escolas também foram fechadas, e Rodríguez pediu à população que cancelasse atividades não essenciais.

Acredita-se que esses tenham sido os piores terremotos na região nas últimas décadas, e o país declarou estado de emergência.

O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os EUA estavam “enviando imediatamente equipes de busca e resgate, recursos médicos e assistência humanitária para a Venezuela”, de acordo com uma postagem no X.

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“Estaremos ao lado de nossos novos e grandes amigos”, afirmou anteriormente o presidente Donald Trump em uma postagem no Truth Social.

Rodríguez também afirmou que instituições financeiras multilaterais entraram em contato para oferecer apoio.

Esforços de resgate

No bairro de Palos Grandes, na zona leste de Caracas, os moradores tentavam freneticamente resgatar pessoas presas sob os escombros de prédios desabados.

Algumas famílias aterrorizadas permaneceram ao ar livre enquanto repetidos tremores secundários atingiam a capital.

Ao longo da noite, migrantes venezuelanos na Colômbia e em outros lugares tentavam entrar em contato com parentes, mas a cobertura de celular estava interrompida em vastas áreas do país.

Um alerta inicial de tsunami no Caribe foi suspenso pelo Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico do NWS.

Os terremotos de quarta-feira foram seguidos quase imediatamente, em todo o mundo, por um tremor de magnitude 7,2 no norte do Japão, que sacudiu edifícios em Tóquio.

Outros estados venezuelanos afetados incluem Trujillo, Carabobo, Miranda, Aragua e Falcón. Alguns moradores mais idosos afirmaram que o evento trouxe de volta memórias do grande terremoto de 1967, que matou centenas de pessoas.

Não houve relatos imediatos de danos às instalações petrolíferas da Venezuela, segundo pessoas a par da situação ouvidas pela Bloomberg News.

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O centro de refino do país em Paraguaná, a cerca de 225 km a oeste do epicentro, continuou operando normalmente. As atividades no complexo portuário de José e na refinaria de Puerto La Cruz não foram afetadas, afirmou uma das fontes.

O desastre agravará ainda mais a economia do país, já atingida pela crise. O país está sofrendo com uma das taxas de inflação mais altas do mundo e com cortes contínuos de energia.

O presidente Nicolás Maduro foi capturado durante uma operação das forças americanas em Caracas, em janeiro, deixando o governo em um estado de transição.

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