Trump diz que suspenderá novos ataques ao Irã, desde que haja um acordo 'rápido’

Presidente americano afirmou que concordou em cancelar o ataque, ‘desde que seja possível chegar rapidamente a um ACORDO’, segundo uma postagem no Truth Social

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Bloomberg — O presidente Donald Trump afirmou que os EUA adiarão novos ataques contra o Irã depois que a República Islâmica e outros países do Oriente Médio lhe comunicaram que estão trabalhando para chegar a um acordo.

Trump afirmou que concordou em cancelar o ataque, “desde que seja possível chegar rapidamente a um ACORDO”, segundo uma postagem no Truth Social. “Mãos à obra, pessoal, e façam isso ACONTECER.”

A Axios informou anteriormente que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, havia instado Trump a abster-se de novos ataques, citando fontes a par da conversa.

A Agência de Imprensa Saudita informou no domingo que o governante de fato do reino enfatizou a necessidade de diálogo para acalmar as tensões em uma ligação com Trump.

Foi solicitado aos EUA “que suspendam qualquer ataque, uma vez que os parâmetros de um acordo já foram acordados”, disse Trump em sua postagem no sábado. “Isso incluiria a ABERTURA IMEDIATA, COMPLETA E TOTAL DO ESTREITO DE ORMUZ e o fim da ameaça nuclear do Irã.”

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Israel, que não fez parte do acordo de paz inicial em junho, concordou em se juntar a ele nesse compromisso, disse Trump. Um membro do gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, Zev Elkin, disse a uma rádio local que os israelenses estão aguardando o desfecho da mais recente iniciativa diplomática.

As Forças Armadas dos EUA receberam ordens para realizar novos ataques já neste fim de semana, informou o Wall Street Journal na sexta-feira. Trump afirmou, em uma reunião de gabinete no mesmo dia, que os EUA atacariam o Irã “com muita força” em um esforço para pôr fim ao conflito que já entra em seu sexto mês.

“E, em algum momento, eles dirão que simplesmente não aguentam mais”, afirmou ele, segundo a reportagem.

A perspectiva de mais ataques intensificou as preocupações em todo o Oriente Médio, abalado por ondas de ataques de retaliação desde que os EUA e Israel iniciaram a guerra contra o Irã no final de fevereiro. Os combates intermitentes têm interrompido repetidamente o tráfego pelo Estreito de Ormuz, a via navegável pela qual antes transitava um quinto do petróleo mundial, provocando fortes oscilações nos preços da energia.

O petróleo Brent fechou a semana passada acima de US$ 90 o barril, em comparação com menos de US$ 72 o barril no início de julho.

Os principais países da OPEP+ concordaram, no domingo, em princípio, com mais um aumento simbólico em suas cotas de produção para setembro. A medida completaria a retomada teórica dos suprimentos interrompidos em 2023 e abriria espaço para adicionar mais barris assim que a guerra no Oriente Médio terminar.

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No sábado, as embaixadas dos EUA em todo o Oriente Médio alertaram os americanos para que se preparassem para cancelamentos de voos, fechamentos periódicos do espaço aéreo e outras interrupções nas viagens, uma vez que as tensões permanecem elevadas.

Uma trégua entre os EUA e o Irã, negociada em junho, fracassou no mês passado, embora os dois lados tenham suspendido os ataques novamente no final de julho para dar outra chance à diplomacia. Essa trégua terminou na noite de terça-feira, quando Teerã realizou o que Trump descreveu como um ataque surpresa, disparando vários mísseis balísticos contra uma base militar dos EUA na Jordânia.

Elkin, membro do gabinete de segurança israelense, disse no domingo à Rádio do Exército que havia “algum tipo de tendência em direção a um acordo entre o Irã e Omã”. Os dois países mantiveram discussões no mês passado com o objetivo de reabrir o Estreito de Ormuz.

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Elkin expressou ceticismo: “Todos nós vamos aguardar para ver se essa tendência realmente se concretizará em um acordo completo, se ele será implementado e aonde tudo isso vai levar.”

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, manteve conversas separadas com seus homólogos saudita e turco e com o chefe do Exército do Paquistão antes do anúncio de Trump no sábado.

Araghchi alertou contra quaisquer “ações aventureiras por parte das Forças Armadas dos EUA”, afirmando que o Irã estava “totalmente preparado” para responder “de forma decisiva”.

Ele também disse ao ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan Al Saud, que qualquer cooperação regional com os EUA provocaria uma resposta decisiva e adequada das forças armadas do Irã, de acordo com uma publicação no Telegram do Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica.

Os rebeldes houthis no Iêmen, apoiados pelo Irã, abriram recentemente uma nova frente na guerra, ameaçando a navegação no Mar Vermelho, próximo a Bab el-Mandeb, outro ponto de estrangulamento marítimo.

--Com a colaboração de Dan Williams e Salma El Wardany.

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