Trump discutirá proposta do Irã para encerrar guerra ‘muito em breve', diz Casa Branca

Presidente americano avaliará proposta do Irã para reabrir Ormuz em troca de alívio de sanções; petróleo Brent avança acima de US$ 111 o barril nesta manhã de terça-feira (28)

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Bloomberg — O presidente dos EUA, Donald Trump, reuniu sua equipe de segurança nacional para discutir a proposta do Irã de encerrar uma guerra que já está em seu terceiro mês e deixou milhares de mortos no Oriente Médio, além de interromper o fornecimento de energia.

Trump tratará do tema “muito em breve”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, a repórteres na segunda-feira.

“Suas linhas vermelhas em relação ao Irã ficaram muito, muito claras”, afirmou, acrescentando que incluem impedir que Teerã desenvolva uma arma nuclear — algo que o país há muito nega querer fazer.

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O Irã sinalizou que pode estar disposto a aceitar um acordo provisório para reabrir o Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos, adiando negociações mais complexas sobre o programa nuclear do país.

Teerã insiste em manter algum controle sobre a navegação pelo estreito, algo que Washington provavelmente não aceitará.

O presidente disse a seus assessores que não está satisfeito com as propostas mais recentes do Irã, informou o New York Times, citando várias pessoas não identificadas a par das discussões.

Embora não esteja claro o motivo, seu governo já afirmou anteriormente que qualquer acordo deve incluir compromissos para limitar as atividades nucleares iranianas.

As partes em conflito iniciaram um cessar-fogo por volta de 7 de abril, e as hostilidades podem ser retomadas caso não haja acordo para novas negociações, após uma primeira rodada no Paquistão em meados de abril que avançou pouco rumo a um acordo de paz.

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A proposta do Irã para encerrar a guerra é “melhor do que pensávamos que eles apresentariam”, disse o secretário de Estado, Marco Rubio, à Fox News.

Ainda assim, a Casa Branca tem “dúvidas sobre se a pessoa que a apresentou tinha autoridade para isso”, afirmou, ecoando declarações anteriores dos EUA de que há divisões entre os líderes iranianos sobre a estratégia de negociação.

O estratégico Estreito de Ormuz, por onde passava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo antes do início do conflito no fim de fevereiro, segue praticamente paralisado.

O petróleo Brent ampliou a alta na terça-feira, com valorização de 3%, acima de US$ 111 o barril — o maior nível de fechamento em um mês.

Líderes estrangeiros demonstram crescente frustração com o impasse diplomático e com a continuidade do fechamento da hidrovia, que levou ao racionamento de combustíveis em grande parte da Ásia e da África e aumentou os temores de desaceleração econômica global.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que os EUA estavam sendo “humilhados” pelos líderes iranianos e disse não ver “qual saída estratégica os americanos estão escolhendo agora”.

O primeiro carregamento de GNL desde o início da guerra parece ter atravessado a hidrovia para deixar o Golfo Pérsico.

O Mubaraz, que embarcou carga nos Emirados Árabes Unidos no início de março, agora passa pelo sul da Índia, segundo dados de rastreamento de navios. Não está claro o que levou a embarcação a fazer essa rota.

Bloqueio dos EUA continua pressionando o Estreito de Ormuz

O senador americano Lindsey Graham, aliado de Trump, disse na rede X que está cético em relação à proposta do Irã: “Claramente, se essa oferta for correta, o Irã está jogando. Senhor presidente, mantenha sua posição pelo bem da nação e do mundo.”

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, em visita à Rússia na segunda-feira, disse ao presidente Vladimir Putin que Teerã está comprometida em fortalecer a parceria entre os dois países. Moscou é um dos principais aliados do Irã.

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O cessar-fogo entre Israel e Hezbollah no Líbano segue instável, com ambos os lados acusando o outro de ataques que violam os termos do acordo. O Exército israelense informou na tarde de segunda-feira que realizou ataques contra infraestrutura do Hezbollah no Vale do Bekaa e em todo o sul do Líbano.

--Com a ajuda de Carla Canivete.

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