Bloomberg — O tráfego pelo Estreito de Ormuz ficou praticamente paralisado na quinta-feira, depois que os EUA atacaram o Irã pelo segundo dia consecutivo, enquanto a frágil trégua entre as duas partes parecia cada vez mais instável.
Os movimentos observáveis no corredor energético mais vital do mundo ocorreram principalmente ao longo de uma rota aprovada pelo Irã, mais próxima da parte norte da via navegável, enquanto o corredor de Omã, apoiado pelos EUA, permaneceu tranquilo, segundo mostram os dados de rastreamento de navios.
Entre as embarcações de maior porte, apenas um superpetroleiro sancionado pelos EUA, que saía do Golfo Pérsico, foi avistado no estreito, ao lado de um navio porta-contêineres com bandeira iraniana.
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No entanto, é possível que algumas embarcações estejam atravessando com seus transponders desligados.
A desaceleração ocorre após uma série de ataques iranianos a navios que motivaram os ataques dos EUA, enquanto o presidente Donald Trump também declarou que o cessar-fogo com o Irã havia chegado ao fim.
Cerca de 14 navios de transporte de commodities cruzaram o estreito em ambas as direções na quarta-feira, o menor número desde o acordo de paz provisório em meados de junho.
Trata-se de uma mudança acentuada em relação à atividade diária recente no estreito.
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Nas três semanas desde que os EUA e o Irã chegaram a um acordo provisório para reabrir o Estreito de Ormuz, a média diária de trânsitos de navios de carga ficou em 34, com um pico de 59 em 24 de junho, segundo dados da Kpler. Isso se compara a uma média diária em tempo de guerra de menos de 20 na maioria dos dias.
Embora o tráfego de navios-tanque de gás natural liquefeito pelo estreito tenha permanecido paralisado, dois navios vazios entraram recentemente no Golfo de Omã e estão se dirigindo para a entrada leste de Ormuz.
Também houve sinais de que a interferência eletrônica esporádica havia retornado, com navios a sudeste de Limah, em Omã, no Golfo de Omã, parecendo navegar a velocidades incomuns de pelo menos 30 nós na madrugada desta quinta-feira.
Isso poderia indicar que alguns países estão ativando sistemas de defesa destinados a impedir que drones de forças hostis ataquem suas infraestruturas, o que pode afetar os sinais dos transponders dos navios.
A interferência eletrônica também pode afetar os dados de rastreamento dos navios.
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