Bloomberg — O Senado americano confirmou na sexta-feira (8) a nomeação de Daniel Pérez como o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, uma medida que ameaça aprofundar a disputa crescente com Brasília, que ainda não concedeu aprovação diplomática ao indicado do presidente Donald Trump.
Os legisladores dos Estados Unidos aprovaram Pérez, presidente cubano-americano da Câmara dos Deputados da Flórida — cargo que já foi ocupado pelo atual secretário de Estado, Marco Rubio —, como parte de um pacote mais amplo de nomeações.
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A aprovação ocorre poucos dias depois de o governo Trump ter anunciado que revogaria o visto da embaixadora do Brasil devido à recusa do país em aprovar Pérez rapidamente.
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A disputa faz parte de um conflito mais amplo entre o governo Trump e o governo brasileiro, às vésperas da eleição presidencial, que ocorrerá em dois meses.
O Brasil havia sinalizado anteriormente que não aprovaria Pérez até depois de sua eleição presidencial em outubro, afirmou na terça-feira uma autoridade sênior do Departamento de Estado.
Os Estados Unidos estão dispostos a restabelecer o visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti caso o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição, aceite Pérez, afirmou a autoridade americana.
O Brasil também bloqueou recentemente os vistos de dois altos funcionários do Departamento de Estado devido a preocupações de que eles pretendessem lançar dúvidas sobre o sistema de votação eletrônica do país antes das eleições.
Posteriormente, o Departamento de Estado negou que esse fosse o objetivo da viagem dos funcionários ao Brasil.
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As tensões entre as duas maiores democracias do Hemisfério Ocidental se intensificaram desde que os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre muitos produtos brasileiros no mês passado, alegando supostas práticas comerciais desleais.
Lula denunciou as tarifas como um ataque à soberania do país e acusou seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, de pressionar Washington para que as aplicasse. O presidente brasileiro advertiu Trump para que não se intrometa nas eleições de seu país.
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