Bloomberg — O tráfego visível pelo Estreito de Ormuz parecia estar praticamente paralisado nesta segunda-feira, depois que o Irã atacou embarcações naquela estreita via navegável, enquanto os EUA continuavam sua onda de ataques contra a República Islâmica.
Um graneleiro com bandeira das Ilhas Marshall estava entre as poucas embarcações que pareciam tentar a travessia, tendo desligado seu transponder ao se aproximar do estreito, perto de Omã, vindo do Golfo Pérsico, de acordo com dados de rastreamento de navios. Um navio-tanque de gás de petróleo liquefeito, identificado como parte da “frota oculta” envolvida nas exportações iranianas, também pareceu se aproximar do estreito.
Outro graneleiro registrado nas Ilhas Marshall começou a enviar sinais a partir do Golfo de Omã após indicar que se encontrava no Golfo Pérsico na madrugada de domingo, sugerindo que havia cruzado o Estreito de Ormuz com o transponder desligado.
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No domingo, a Guarda Revolucionária Islâmica divulgou um comunicado informando que quatro embarcações desligaram seus transponders e tentaram atravessar o Estreito de Ormuz por uma “rota insegura” após desconsiderarem as advertências. Duas delas “sofreram acidentes e foram detidas”, informou a mídia iraniana, citando a Guarda Revolucionária Islâmica.
A UK Maritime Trade Operations (UKTMO) informou ter recebido um relato de um incidente a noroeste de Kumzar, em Omã, no qual uma embarcação pegou fogo após ser atingida por um projétil desconhecido. O incêndio ainda não foi extinto e o navio está à deriva, informou a UKTMO em comunicado, sem identificar a embarcação.
Os ataques a embarcações provavelmente suscitarão novas preocupações quanto à segurança dos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz ao longo da costa de Omã — muitas vezes com seus transponders desligados e, por vezes, com apoio militar dos EUA. O Irã aprovou uma rota mais ao norte, que passa próxima à sua costa.
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Um dos navios possivelmente visados pelo Irã poderia ser o petroleiro Kavomaleas, que começou a sinalizar na segunda-feira que estava ancorado perto da ponta da Península de Musandam, em Omã. A transmissão anterior da embarcação ocorreu no Golfo de Omã na madrugada de domingo, sugerindo que o navio estava atravessando o estreito em direção ao Golfo Pérsico com seu transponder desligado.
A empresa grega Dynacom Tankers Management administra o Kavomaleas, e os contratos de afretamento analisados pela Bloomberg mostram que ele foi fretado para carregar uma carga no Golfo Pérsico no fim de semana. A empresa não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado por e-mail fora do horário comercial. A Dynacom foi uma das primeiras armadoras a retirar petroleiros do Golfo com seus transponders desligados.
A recrudescência da violência no Oriente Médio gerou preocupações quanto ao agravamento das interrupções nos fluxos energéticos cruciais — incluindo o gás natural liquefeito — do Golfo Pérsico para clientes em todo o mundo. Os preços do petróleo e do gás na Europa subiram na segunda-feira após os ataques do fim de semana, antes de reverterem parte dos ganhos.
--Com a colaboração de Yongchang Chin.
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