Bloomberg — Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques coordenados e de grande escala com mísseis contra o Irã, com a promessa de desmantelar as forças armadas do país e impedir o avanço de um programa nuclear com fins militares.
A retaliação foi imediata, mas os desdobramentos geopolíticos e os reflexos sobre os mercados ainda são incertos. Confira algumas das principais atualizações:
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1. Retaliação generalizada
O Irã respondeu rapidamente, com uma série de ataques de mísseis e drones contra bases e aliados dos EUA na região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Arábia Saudita. Israel também foi alvo. A agência semioficial Tasnim afirmou que todas as bases e interesses americanos no Oriente Médio passarão a ser considerados alvos.
2.Petroleiras paralisadas
Com os mercados de petróleo fechados para o fim de semana, petroleiros passaram a evitar o estreito de Ormuz, após relatos de que embarcações interceptaram uma transmissão de rádio proibindo a navegação na área.
O Irã não anunciou oficialmente o bloqueio da passagem, mas companhias adotam postura cautelosa. Antes disso, os EUA já haviam alertado navios para manter distância do Golfo Pérsico e do Mar Arábico, especialmente em um raio de 30 milhas náuticas de ativos militares americanos.
A simples ameaça de ação militar elevou os preços do petróleo na semana passada. O Brent avançou 2,5%, a US$ 72,48 por barril na sexta-feira, maior fechamento desde julho, acumulando alta de quase 20% no ano.
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Dois delegados da OPEP+ disseram à Bloomberg que o grupo avaliará um aumento mais expressivo da oferta quando os principais membros se reunirem no domingo.
A expectativa, segundo vários delegados ouvidos no início da semana, era de que a aliança liderada por Arábia Saudita e Rússia retomasse aumentos modestos de produção a partir de abril, após um congelamento de três meses. O Irã produz cerca de 3,3 milhões de barris por dia, o que o coloca como o quarto maior produtor da OPEP.
3. Impacto nos mercados
O Bitcoin e outros ativos digitais recuaram de forma acentuada com o início das operações militares, ampliando um movimento de venda que já se estendia por meses no mercado de criptomoedas.
4. Interrupções de viagens
Países do Golfo fecharam o espaço aéreo, levando ao cancelamento de centenas de voos de e para alguns dos aeroportos mais movimentados do mundo. A Emirates, maior companhia aérea internacional, e a Qatar Airways, segunda maior da região, suspenderam todas as operações.
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5. Dentro do Irã
O presidente Donald Trump divulgou um vídeo conclamando a população iraniana a se insurgir contra a teocracia no poder desde 1979, afirmando que o governo estava “ao alcance” dos cidadãos. A Associated Press informou que ao menos um ataque ocorreu nas proximidades do escritório do líder supremo, Ali Khamenei.
O governo iraniano declarou que suas principais autoridades estão em segurança, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian. A situação de Khamenei, porém, tornou-se menos clara após o chanceler Abbas Araghchi afirmar à NBC que o líder estava vivo “até onde eu sei”.
Cerca de 85 pessoas morreram após um míssil atingir uma escola primária feminina na província de Hormozgan, segundo a agência semioficial Iranian Students’ News Agency.
6. Política dos EUA
Trump, que passa o fim de semana em seu clube privado na Flórida, não pretende fazer um pronunciamento adicional à nação além do vídeo divulgado durante a madrugada.
No Congresso, as reações seguem majoritariamente as linhas partidárias respectivas: republicanos manifestam apoio à ação militar, enquanto democratas defendem a votação de uma resolução para limitar a autoridade do presidente na condução de ataques.
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