Bloomberg — A economia brasileira registrou uma expansão moderada no segundo trimestre, após um início de ano mais forte, com os juros elevados pesando sobre o crescimento às vésperas da eleição presidencial.
Dados oficiais divulgados nesta terça-feira (1º) mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% entre abril e junho na comparação com o trimestre anterior, ligeiramente acima da estimativa mediana de 0,4% de uma pesquisa da Bloomberg com economistas. Na comparação anual, a economia cresceu 2%.
A desaceleração evidencia o desafio crescente para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de sustentar o ritmo da economia enquanto disputa um quarto mandato. Embora o estímulo fiscal tenha aumentado antes da votação de outubro, consumidores e empresas sentem os efeitos da taxa básica Selic, que permanece em 14%.
Os estímulos de Lula ajudaram a proteger as famílias do aumento dos preços da energia provocado pelo conflito no Oriente Médio e, ao mesmo tempo, reforçaram suas perspectivas de reeleição. Mas as pressões inflacionárias resultantes reduzem o efeito da política monetária restritiva e preocupam investidores, que temem uma deterioração adicional das contas públicas caso ele vença.
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Pesquisas recentes mostram Lula à frente de seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, embora a disputa esteja mais apertada.
As condições financeiras restritivas e os sinais crescentes de enfraquecimento da atividade, incluindo a desaceleração do mercado de trabalho, indicam que a economia pode perder ainda mais fôlego nos meses seguintes à eleição.
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