Mercado reduz previsão para Selic a 13,25% com avanço de Flávio Bolsonaro nas eleições

Economistas consultados pelo Banco Central reduziram de 13,50% para 13,25% a projeção para a taxa básica de juros no fim do ano em meio à valorização dos ativos brasileiros e às expectativas de maior disciplina fiscal com uma possível vitória da direita para a Presidência

Por

Bloomberg — Economistas reduziram suas previsões para as taxas de juros do Brasil no final deste ano, à medida que o senador de direita Flávio Bolsonaro lidera as pesquisas para o segundo turno das eleições presidenciais, o que reforça as expectativas dos investidores de uma política fiscal mais restritiva.

A Selic cairá para 13,25% até dezembro, ante a estimativa anterior de 13,50%, de acordo com o Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com economistas publicada nesta terça-feira (13).

⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.

Bolsonaro ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno, no início deste mês, tornando-se o favorito para vencer o segundo turno em 25 de outubro. Desde então, os ativos brasileiros têm se valorizado diante das perspectivas de que o candidato de direita irá conter os gastos públicos e, consequentemente, criar espaço para taxas mais baixas, que atualmente se situam em 13,75%.

Uma pesquisa da BTG Pactual/Nexus divulgada na terça-feira mostrou que Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, obteria 52% dos votos válidos — excluindo votos nulos e em branco —, contra 48% de Lula.

Leia também: Mercado vive semana histórica com euforia após avanço de Flávio Bolsonaro na eleição

A frustração com o aumento do custo de vida e a turbulência em torno do Supremo Tribunal Federal ajudaram a alimentar o sentimento antissistema, dando vantagem ao senador conservador. Economistas consultados pelo Banco Central esperam que a inflação acelere para 5,22% até o final do ano, acima da estimativa de 5,01% da semana anterior e bem acima da meta de 3%.

Veja mais em bloomberg.com