Jaques Wagner deixa liderança do governo Lula no Senado em meio a caso Master

Senador deixou a posição após uma reunião com Lula, depois de dias de pressão de aliados políticos que argumentavam que sua permanência no cargo poderia prejudicar a campanha de reeleição do presidente

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Bloomberg — O líder do governo no Senado e aliado de longa data do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Jaques Wagner, deixou o cargo após uma investigação da polícia indicar que o senador tinha ligações com o Banco Master.

Wagner deixou a liderança do governo após uma reunião com Lula, depois de dias de pressão de aliados políticos que argumentavam que sua permanência no cargo poderia prejudicar a campanha de reeleição do presidente.

“Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do governo no Senado Federal”, afirmou o senador nas redes sociais, acrescentando que sua prioridade neste momento é provar sua inocência e se dedicar à campanha de reeleição de Lula.

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O escândalo envolvendo o Banco Master tornou-se um problema político para as duas principais campanhas presidenciais do Brasil, embora de maneiras diferentes.

Para Flávio Bolsonaro, principal adversário de Lula, as consequências foram mais diretas. Mensagens de áudio e documentos vazados mostraram o senador buscando apoio financeiro do CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, para “Dark Horse”, um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio reconheceu ter pedido recursos a Vorcaro para o projeto, mas negou qualquer irregularidade.

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Para Lula, a controvérsia gira em torno de um aliado político próximo, e não do próprio presidente.

A Polícia Federal investiga alegações de que entidades ligadas ao Master teriam concedido benefícios a familiares de Wagner em troca de apoio político. O senador também negou qualquer irregularidade.

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Wagner é um dos aliados mais próximos de Lula há décadas. Foi ministro no primeiro governo do presidente, governador da Bahia entre 2007 e 2014 e, posteriormente, ministro-chefe da Casa Civil no governo de Dilma Rousseff. Dentro do Partido dos Trabalhadores, é amplamente visto como um dos conselheiros e articuladores políticos mais confiáveis de Lula.

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