Bloomberg — A inflação anual do Brasil desacelerou muito mais do que o esperado no início de julho, o que provavelmente manterá o Banco Central no caminho certo para realizar mais um corte nas taxas de juros na próxima semana.
Dados oficiais do IPCA-15 divulgados nesta terça-feira mostram que os preços ao consumidor subiram 4,52% em relação ao mesmo período do ano anterior, abaixo dos 4,8% registrados anteriormente e inferior a todas as previsões dos economistas em uma pesquisa da Bloomberg, cuja estimativa mediana era de 4,68%. Em relação ao mês anterior, a inflação ficou em 0,06%.
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A desaceleração da maior economia da América Latina deixa os dirigentes de políticas preparados para realizar, em 5 de agosto, o quarto corte consecutivo de um quarto de ponto na taxa de juros, reduzindo a Selic de referência para 14%. O que virá a seguir é menos claro, já que os preços da energia oscilam e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensifica os gastos sociais antes das eleições de outubro.
Embora os elevados custos de financiamento tenham restringido os gastos do consumidor e desacelerado as contratações, a inflação permanece bem acima da meta de 3% do Banco Central. Autoridades alertaram que os efeitos plenos da política monetária restritiva ainda não se manifestaram, com a atividade econômica se mostrando mais resiliente do que o esperado.
--Com a colaboração de Giovanna Serafim.
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