Chinesa MMG busca dissipar temor da UE por compra de negócio de níquel da Anglo no Brasil

Empresa diz que vai tomar medidas corretivas para dissipar preocupações de órgãos reguladores sobre o abastecimento à indústria de aço da UE; MMG acertou acordo em 2025 para comprar operação de níquel da Anglo American no Brasil

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Bloomberg — A chinesa MMG busca evitar um possível veto da União Europeia ao negócio de US$ 500 milhões que planeja realizar com a Anglo American no Brasil, por meio de uma nova série de medidas corretivas destinadas a dissipar as preocupações dos órgãos reguladores quanto ao futuro abastecimento de ferroníquel para a indústria de aço inoxidável da UE.

A proposta inclui “uma garantia juridicamente vinculativa para manter os níveis atuais de fornecimento, que poderá ser monitorada de forma independente”, segundo um comunicado.

A empresa acrescentou que a medida aborda diretamente “as preocupações da Comissão Europeia quanto à segurança do abastecimento” e que, caso os reguladores da UE bloqueiem o negócio, “as minas no Brasil serão fechadas”.

A Anglo American acrescentou, em comunicado separado, que a nova oferta de medidas corretivas visa eliminar “quaisquer preocupações em matéria de concorrência levantadas” pelo órgão regulador da UE.

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A Comissão, com sede em Bruxelas, afirmou em abril que investigaria se o acordo “poderia comprometer o acesso contínuo e confiável na Europa” ao fornecimento de ferroníquel, um material de liga essencial na produção de aço inoxidável.

Desde então, a MMG vem mantendo negociações com os reguladores da UE como forma de traçar um caminho a seguir para obter a aprovação da UE.

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Um porta-voz da Comissão confirmou que os compromissos foram apresentados e informou que o prazo para a tomada de decisão sobre o acordo foi fixado para 21 de dezembro.

A aquisição dos negócios da Anglo reforça o forte domínio das empresas chinesas sobre o abastecimento global de níquel.

A MMG está listada na bolsa de Hong Kong, mas seu acionista controlador é a China Minmetals Corp., gigante estatal que atua desde a mineração até o comércio.

Assim como na UE, o negócio atraiu críticas do outro lado do Atlântico. O Instituto Americano de Ferro e Aço pressiona a Casa Branca a intervir diante de alegações de que isso poderia dar à China maior controle sobre as reservas globais de níquel.

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