Bloomberg — A União Europeia desembolsou 40 milhões de euros para financiar a destilação dos estoques de vinho francês não vendidos, a fim de estabilizar os preços em meio à queda da demanda global pela bebida.
A medida emergencial oferecerá 33 euros por hectolitro a vinicultores e cooperativas para destilar cerca de 1,2 milhão de hectolitros de vinhos tintos e rosés excedentes que sofreram uma queda nos preços, de acordo com um regulamento da UE datado de 31 de março.
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Os produtos destilados serão usados exclusivamente para “fins industriais, incluindo desinfecção e farmacêuticos, e fins energéticos”.
O consumo global de vinho está diminuindo em meio a mudanças nos padrões de consumo, condições econômicas sem brilho e tarifas comerciais.
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O consumo de vinho francês, em particular, sofreu com as tensões geopolíticas que restringiram as exportações para seus maiores mercados, os EUA e a China.
As remessas de vinho e bebidas alcoólicas francesas caíram para o volume mais baixo em pelo menos 20 anos, contribuindo para o colapso da balança comercial de alimentos do maior produtor agrícola da UE.
A França também desembolsou fundos para ajudar os agricultores a arrancar as videiras permanentemente em todo o país, que tem cerca de 11% dos vinhedos do mundo.
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Embora as medidas de destilação já tenham sido implementadas em 2023 e 2024 e 35.000 hectares de vinhedos tenham sido arrancados durante esse período, o preço médio das transações a granel de vinhos franceses tintos e rosés ficou 19,6% abaixo da média dos cinco anos anteriores, segundo o regulamento da UE.
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