Bloomberg — A colheita da uva em algumas regiões vinícolas da Alemanha teve início nesta semana, vários dias antes do que nos anos anteriores, já que o tempo ensolarado acelerou o amadurecimento dos frutos.
A seca resultou em uvas menores e menos suculentas neste ano, informou o Instituto Alemão do Vinho (DWI). Embora isso signifique um vinho mais concentrado e aromático, também implica em uma colheita menor.
Isso deve reduzir a produção de vinho da Alemanha para um nível inferior à média nacional dos últimos dez anos, de 8,7 milhões de hectolitros — o equivalente a quase 350 piscinas olímpicas —, afirmou o porta-voz do DWI, Ernst Büscher.
O país figura entre os dez maiores produtores e exportadores de vinho do mundo, com pouco mais de 3% da oferta mundial, de acordo com a Organização Internacional da Vinha e do Vinho.
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Mesmo com as repetidas ondas de calor deste verão elevando drasticamente as temperaturas, o clima quente e seco das últimas semanas produziu uvas particularmente saudáveis em todo o país, informou o DWI.
Büscher afirmou que os vinhos tintos, em particular, se beneficiarão do calor e do sol: uvas mais doces significam mais açúcar, o que resulta em maior teor alcoólico e um vinho mais encorpado.
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“Temos agora uvas muito doces que precisam ser colhidas rapidamente, já que buscamos vinhos mais leves e delicados”, disse Büscher em entrevista à Bloomberg News. “É por isso que os produtores de vinho alemães são conhecidos.”
Embora se espere que o clima tenha melhorado a qualidade do vinho, os principais cursos d’água da Alemanha enfrentam níveis de água historicamente baixos. O Reno e o Danúbio são fundamentais para o transporte, com a logística migrando cada vez mais para caminhões.
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O calor tem afetado os vinhedos mais jovens, onde as videiras tendem a sofrer mais com a falta de água. As temperaturas mais amenas previstas para o início da próxima semana são uma mudança bem-vinda, afirmou o instituto.
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