Larry Fink vê risco para economia e inflação com atraso na expansão de data centers

Demanda por inteligência artificial tem crescido acima das expectativas e exige investimentos mais rápidos para evitar uma escalada dos custos de computação, disse o CEO da BlackRock à Bloomberg Television

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Bloomberg — O CEO da BlackRock, Larry Fink, alertou que atrasos na construção de data centers poderiam elevar os custos de computação e ameaçar o crescimento econômico, à medida que a demanda por inteligência artificial se acelera.

“Se não construirmos esses data centers, isso, será mais inflacionário, pois o custo da computação está muito alto no momento”, afirmou Fink em entrevista à Bloomberg Television na quarta-feira (21), à margem do evento Berlin Global Dialogue.

“E quanto mais rápido conseguirmos construir mais centros de dados, mais capacidade de computação teremos e mais rápido poderemos reduzir o custo.”

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Fink, de 73 anos, afirmou que desacelerar a expansão da tecnologia teria consequências mais amplas. “Se desacelerarmos a implantação dessa tecnologia, acredito que isso realmente colocará a economia em risco.”

A ansiedade dos investidores quanto à sustentabilidade da alta de investimentos em IA aumentou nas últimas semanas, em meio a temores de que os substanciais gastos de capital iniciais necessários para a tecnologia demorem mais do que o esperado para se traduzirem em lucros e ganhos de produtividade.

Fink já havia descartado preocupações sobre uma bolha de IA, apontando, em vez disso, para a escassez de oferta e afirmando que o crescimento da demanda superou as expectativas. Ele também alertou que atrasos na implantação da tecnologia poderiam, em última instância, limitar o acesso.

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“Estamos em um momento em que finalmente estamos mobilizando capital privado e, portanto, a competição por capital é a maior que já vi em toda a minha carreira profissional”, afirmou Fink na quarta-feira.

Seus comentários surgem em um momento em que a inflação está voltando a acelerar nas principais economias e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA atingiram máximas em várias décadas, enquanto os mercados lidam com um déficit fiscal de quase US$ 2 trilhões.

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Fink afirmou que os rendimentos dos títulos estão “enviando um sinal de alerta” e disse: “Acorde, governo federal. Nossos déficits estão começando a causar problemas realmente graves.”

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