JBS cria programa para apoiar sucessão familiar no agro

Com foco em gestão e tecnologia, Jovem SuperAgro prepara nova geração para liderar negócios e enfrentar os desafios de um agronegócio cada vez mais competitivo

A JBS, por meio da Seara, lança um programa inédito de empreendedorismo jovem voltado à sucessão familiar no agronegócio. O Jovem SuperAgro prepara produtores rurais de 18 a 30 anos para assumir a gestão de granjas integradas à Seara. A iniciativa busca acelerar a formação de uma nova geração no campo mais conectada, eficiente e preparada para os desafios do agro moderno.

“A sucessão familiar é um dos principais desafios do agronegócio brasileiro e, muitas vezes, ainda acontece de forma pouco estruturada, seja por questões culturais ou pela dificuldade de identificar o momento em que o jovem está preparado para assumir a gestão”, afirma José Antônio Ribas Junior, diretor-executivo de Agropecuária da Seara. “Por isso, entendemos que é importante apoiar esse processo, oferecendo capacitação e ferramentas para a continuidade e o fortalecimento dos negócios rurais.”

O treinamento tem duração de 18 meses em formato híbrido e reúne nove módulos elaborados pela Seara em parceria com o Sebrae, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Entre os temas abordados, estão tecnologia aplicada ao agro e sustentabilidade, além de competências como liderança, negociação, comunicação e autoconhecimento. Já no primeiro módulo, pais e filhos participam juntos das atividades, uma sinergia entre a experiência dos pais e a visão das novas gerações. Neste início, o programa vai capacitar 60 jovens produtores.

“Hoje, a transformação digital permite controlar indicadores-chave da produção pelo celular, mesmo à distância, facilitando a gestão e melhorando a qualidade de vida do produtor. Queremos mostrar aos jovens que a propriedade rural pode ser altamente tecnológica, eficiente e rentável”, diz Ribas.

Para o produtor de suínos de Seara (SC), Maicon Toffoli, de 28 anos, um dos selecionados para o Jovem SuperAgro, as inovações tecnológicas apresentadas no programa representam uma das maiores oportunidades para tornar a propriedade mais eficiente e preparada. “Todo conhecimento se reflete em melhorias para a granja. Hoje, a atividade exige atenção a diversas frentes, especialmente à tecnologia, já que trabalhamos com processos cada vez mais automatizados. Minha expectativa é adquirir conhecimentos que possam ser aplicados no dia a dia da propriedade e contribuir para o crescimento e a continuidade do negócio da família”, afirma.

O pai, Larri Toffoli, vê no programa uma oportunidade de preparar a próxima geração para o agronegócio moderno. “É uma iniciativa muito importante para garantir a continuidade da granja, uma atividade que faz parte da nossa família há muitos anos. Como filho único, se ele não der sequência ao trabalho, precisaríamos buscar alternativas”, explica.

Segundo o último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 77% dos cerca de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários são classificados como de agricultura familiar. O cenário se torna ainda mais relevante diante das transformações demográficas do país: entre 2010 e 2022, o Brasil perdeu cerca de 4,3 milhões de moradores em áreas rurais, reforçando a necessidade de iniciativas que incentivem a permanência e o protagonismo dos jovens no campo.

Em Santa Catarina, por exemplo, dos mais de 321 mil produtores rurais ativos registrados, apenas um em cada 10 apresenta indícios de continuidade familiar no campo, com filhos já vinculados à atividade rural nos cadastros oficiais, segundo levantamento realizado pelo Sebrae-SC com base em dados da Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina (SEF/SC).

Nesse contexto, garantir a sucessão é fundamental para a continuidade da produção, da geração de renda e do desenvolvimento econômico e social. “Em um cenário em que a retenção de talentos no campo é vital, investir nos jovens representa mais do que preparar sucessores: significa garantir a continuidade de um legado construído por famílias produtoras e fortalecer o futuro do agronegócio brasileiro”, afirma Ribas.