Bloomberg Línea — Os repelentes passaram a ter uma variação maior com a crise da dengue no Brasil. Um estudo do Procon de São Paulo mostra que, em alguns casos, a diferença de preço para um mesmo produto pode chegar a até 84,19%.
O aumento no preço dos repelentes, quando comparado com os valores de dezembro de 2023, foi de 15,78%.
Os aumentos expressivos, segundo o Procon, contrastam com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-SP) da FIPE, referente ao mesmo período, que registrou uma variação de 0,84%.
Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, divulgados na segunda-feira (19), foram registrados até o momento 653.656 casos de dengue no país e 113 mortes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um alerta recentemente sobre o uso de repelentes contra o mosquito-da-dengue, afirmando que “não existem produtos de uso oral, como comprimidos e vitaminas, com indicação aprovada para repelir o mosquito”.
Para produtos para pele, ele deve ser usado em áreas expostas do corpo.
“O uso de produtos repelentes de insetos que contenham o ingrediente DEET não é permitido em crianças menores de 2 anos. Já em crianças de 2 a 12 anos de idade, o uso de DEET é permitido desde que a sua concentração não seja superior a 10%, restrita a apenas três aplicações diárias, evitando-se o uso prolongado”, explica a Anvisa.
Em relação às vacinas, apenas duas estão registradas na vigilância sanitária. São elas a Qdenga, da Takeda, e a Dengvaxia, da Sanofi Medley.
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