País busca R$ 10 bilhões no exterior para financiar terras neste ano

Brasil tem meta de 10 anos para recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas. Plano é usar o dinheiro para conceder empréstimos aos agricultores

Campo aberto com derrubada de árvores e queimadas
Por Dayanne Sousa
24 de Outubro, 2023 | 06:41 PM

Bloomberg — O Brasil negocia com investidores internacionais a obtenção de R$ 10 bilhões em financiamento antes do final do ano para recuperar pastagens degradadas, de forma a aumentar a área cultivada no país.

O plano é usar o dinheiro para conceder empréstimos aos agricultores a partir de 2024, disse Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, em entrevista à margem de uma conferência do setor em São Paulo. As negociações em curso para financiamento incluem conversas com fundos soberanos, bem como outras entidades controladas por governos de países da Ásia e do Oriente Médio, afirmou.

LEIA +
Maior aterro de lixo do mundo é transformado em um parque em Nova York

A meta de 10 anos do Brasil de recuperar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas, ou terras antes usadas para pastagem que não são mais produtivas, faz parte do plano de expansão da produção de culturas como milho e soja, ao mesmo tempo em que busca conter o desmatamento da Amazônia. A Europa recentemente proibiu importações de produtos agrícolas provenientes de áreas desmatadas.

O ministério disse recentemente que o fundo estatal da Arábia Saudita, Saudi Agricultural and Livestock Investment, estava entre as partes interessadas em contribuir com financiamento.

PUBLICIDADE

Segundo Perosa, o governo brasileiro busca recursos que os produtores possam tomar emprestado a taxas de juros inferiores às linhas de crédito tradicionais. Mais de 200 mil propriedades que poderiam se beneficiar de financiamento já foram mapeadas. O Banco do Brasil poderia participar, estruturando os empréstimos aos produtores, afirmou

Veja mais em Bloomberg.com

Leia também

PUBLICIDADE

Na contramão do mercado, criptoativos crescem no Brasil e pesam sobre balança

Seca histórica na Amazônia brasileira vai piorar, diz cientista