Cinco coisas que você precisa saber para começar esta sexta-feira

Investidores ficam de olho na divulgação do IBC-Br e no High Level Seminar, que vai reunir os presidentes dos principais bancos centrais do mundo

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Bloomberg Línea — A sexta-feira (19) começa relativamente mais tranquila, com os investidores locais de olho na divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), conhecido como prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Por aqui, acontece também o High Level Seminar, em São Paulo, que reúne presidentes dos maiores bancos centrais do mundo. Os traders devem monitorar de perto as falas do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, que vai moderar um dos seminários com Henrique Meirelles. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, é uma das convidadas do evento.

O teto da dívida dos Estados Unidos continua a preocupar. O presidente Joe Biden pediu a seus negociadores que continuem buscando um acordo de limite de dívida depois que o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, indicou que ambos podem chegar a um acordo ainda neste fim de semana para evitar um calote catastrófico.

E o aperto monetário continua a ser um dos assuntos monitorados de perto pelos mercados. Hoje, o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, faz um discurso nos Estados Unidos após os pedidos por seguro-desemprego terem caído no país. Segundo dados divulgados na quinta-feira (18), os pedidos iniciais de desemprego caíram em 22.000 para 242.000 na semana encerrada em 13 de maio.

Destaque também para a cúpula do G7, que começa hoje em Hiroshima, no Japão. Um dos principais assuntos abordados é o aumento das sanções à Rússia por conta da guerra na Ucrânia.

Confira a seguir cinco destaques desta sexta-feira (19):

1. Prévia do PIB

O IBC-Br apresentou uma queda de 0,15% em março — as estimativas da Bloomberg News eram de queda na comparação mensal.

Em fevereiro, a atividade econômica do Brasil, medida pelo IBC-Br do Banco Central, saltou 3,3%, cerca de três vezes o aumento de 1,05% previsto pelos analistas sondados pela Bloomberg.

2. Aperto monetário nos EUA

O Federal Reserve deve apresentar sua maior revisão para cima do cenário econômico dos EUA desde 2021 no próximo mês, já que o estresse no setor bancário e um iminente default da dívida contrastam com a força subjacente da economia.

Essa perspectiva pode reforçar o plano de manter os juros no pico até o fim do ano e início de 2024, apesar da expectativa crescente entre economistas – inclusive dentro do próprio banco central – de que uma recessão se avizinha nos próximos meses.

3. Mercados

Os mercados abraçaram o otimismo de que os líderes em Washington estão chegando a um acordo para aumentar o teto da dívida, provocando uma ampla alta nas ações da Europa ao Japão na sexta.

O índice DAX atingiu o primeiro recorde desde janeiro de 2022, o petróleo deveria fechar em sua melhor semana desde meados de abril e o Nikkei 225 fechou em um pico de 33 anos, com o impulso de Wall Street. Os contratos futuros do S&P 500 subiram depois que o indicador atingiu uma alta de nove meses na quinta.

4. Manchetes

Estadão: Eliane Cantanhêde: CPI do MST vem com força contra Lula e vai inflacionar preço da votação do arcabouço fiscal

Folha de S. Paulo: Governo Lula deve criar mais cargos na Codevasf para resolver disputas entre aliados

O Globo: Veto do Ibama deve se estender a todo o Litoral Norte e impõe revisão dos planos da Petrobras

Valor Econômico: Situação financeira de empresas vai piorar antes de melhorar

5. Agenda

Nos Estados Unidos, o dia começa às 9h45 com o discurso de Williams, do FOMC, seguido por Bowman, que fala às 10h. Às 12h é a vez de Jerome Powell, presidente do Fed, discursar. Às 14h é divulgada a contagem de sondas Baker Hughes. Às 17h30, são publicadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC sobre petróleo, ouro, Nasdaq 100 e S&P 500. No mesmo horário, são divulgados os Commercial Banks Deposits.

Na Europa, às 11h55 acontece o pronunciamento de Schnabel, do BCE, seguido pelo discurso de Christine Lagarde, presidente do BCE. Às 17h30, são divulgadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC em relação ao euro.

No Brasil, no mesmo horário, são divulgadas as posições líquidas de especuladores no relatório da CFTC em relação ao real.

-- Com informações da Bloomberg News.

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