Bloomberg — A cotação do petróleo operava em queda na manhã desta segunda-feira (30), acompanhando a retração nos mercados de commodities, depois que o feriado do Ano Novo Lunar na China não gerou os ganhos esperados. O feriado é a principal data de compras no país, quando grande parte da população viaja para se reunir com a família.
O West Texas Intermediate (WTI) caiu para US$ 79 o barril, depois de chegar a US$ 81 na semana passada. O sentimento de cautela predomina nos mercados antes da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed) na quarta-feira (1º), que deve resultar em outro aumento nas taxas. A expectativa do mercado é de um aumento de 0,25 ponto porcentual.
O petróleo teve uma trajetória turbulenta nos últimos meses. Os preços foram influenciados pelas perspectivas de aumento da demanda na China, mas contidos por preocupações de que os Estados Unidos possam entrar em recessão. Além disso, alguns investidores especulam que o Fed está chegando ao fim de seu ciclo de aperto.
O mercado “foca na demanda chinesa após o feriado”, disse Ole Hansen, chefe de estratégia de commodities do Saxo Bank. Há uma “semana crucial pela frente, com uma série de dados e reuniões do banco central, que continuarão a discussão entre recessão e pouso suave, impulsionando os mercados de energia”.
Há alguns sinais da China de que o consumo está melhorando: a petroleira Sinopec disse que as vendas de gasolina aumentaram 20% durante o feriado do Ano Novo Lunar, enquanto o Ministério da Cultura e Turismo disse que mais de 300 milhões de viagens foram feitas durante o feriado. No entanto, o índice agregado de oito indicadores iniciais da Bloomberg mostrou poucos sinais de melhora em janeiro.
Confira os preços do petróleo nesta segunda-feira (30):
- O WTI para entrega em março caiu 0,5%, para US$ 79,26 o barril, às 10h22, horário de Londres, depois de oscilar entre ganhos e perdas.
- O Brent para liquidação em março recuou 0,4%, para US$ 86,32 o barril.
Os investidores também estão atentos a quaisquer consequências da iminente proibição da União Europeia às importações marítimas de produtos petrolíferos russos. As restrições entram em vigor em cerca de uma semana, com limites de preço semelhantes ao mecanismo imposto ao petróleo do país em dezembro.
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