Bloomberg Línea — As falas da equipe do presidente Lula têm levantado bandeira branca para o mercado e acalmado os temores fiscais das últimas semanas. O Ibovespa (IBOV) fechou a sessão desta quinta-feira (5) em alta de mais de 2%, com impulso principalmente de papéis fortes como Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e Bradesco (BBDC4). Sob o cenário de maior apetite a risco, o dólar caiu. Enquanto isso, nos Estados Unidos, os principais índices acionários caíram mais de 1%.
Pronunciamentos de ministros com tom apaziguador e em prol da responsabilidade fiscal estimularam os investidores no pregão de hoje. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, negou ontem (4) que o novo governo deva rever a reforma da Previdência de 2019; em sua posse hoje, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, se mostrou a favor das contenções fiscais. Além disso, o presidente Lula convocou a primeira reunião ministerial para amanhã (6).
Segundo Vanessa Naissinger, especialista de investimentos da Rico, a expectativa de que a reunião de amanhã afine o discurso do governo “aliviou os ânimos do mercado”, assim como declarações menos intervencionistas por parte do indicado à presidência da Petrobras, Jean Paul Prates.
Já nos EUA, as ações encerraram a sessão de quinta-feira com perdas, com os investidores enfrentando evidências contínuas de força no mercado de trabalho, alimentando especulações de que o Federal Reserve tem espaço para continuar aumentando as taxas. Os dados da ADP divulgados hoje elevaram o nervosismo pela divulgação do Payroll amanhã (6).
O S&P 500 e o Nasdaq 100 permaneceram firmes no vermelho depois que o número de contratações superou as estimativas em um relatório de folhas de pagamento privadas e os novos pedidos de auxílio-desemprego caíram inesperadamente na semana passada.
O Federal Reserve já indicou que as condições trabalhistas apertadas lhe dão espaço para manter sua batalha contra o aumento dos preços. Ao mesmo tempo, as autoridades continuam preocupadas com a possibilidade de as condições financeiras ficarem muito frouxas para prejudicar efetivamente o crescimento econômico, mesmo depois que o Fed embarcou na campanha de aperto mais agressiva em décadas.
Confira como fecharam os mercados nesta quinta-feira (5):
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