Mercados internacionais estendem ganhos com Fed e China no radar

Otimismo com possível reabertura na China e inflação mais baixa nos EUA se contrapõem à retração do PIB do Reino Unido

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Bloomberg Línea — Os mercados internacionais ainda estendem os ganhos depois da euforia da véspera, com suporte adicional da perspectiva de desescalada da política Covid Zero na China.

O ânimo continua em relação a uma possível suavização do aperto monetário do Federal Reserve após a inflação mais baixa em outubro. Nesse contexto, o rendimento dos títulos da dívida dos Estados Unidos com vencimento em 10 anos operam com forte queda, a 3,81%.

No mercado acionário, os futuros de índices nos Estados Unidos operam em alta, Já na Europa há índices em quedas devido à retração do PIB do Reino Unidos e previsões piores para a economia da União Europeia. A bolsa de Londres FTSE-100, por exemplo, opera no vermelho desde cedo.

O bitcoin também está do lado das perdas, em meio ao cenário ainda nebuloso envolvendo a Exchange FTX. Sem um desfecho no horizonte para um resgate calculado em US$ 8 bilhões no mercado.

No Brasil, o futuro de Ibovespa recuava 0,40% há pouco, antes da abertura, após o índice contrariar ontem o rumo global e fechar com forte queda. A ETF EWZ mostrava perdas de 0,47%,

Os investidores reagiram com preocupação com a futura condução da política fiscal do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Comentários de Lula ontem sinalizam que os gastos para honrar as promessas de campanha de Lula podem conflitar com o rigor fiscal esperado pelo mercado.

→ O que move os mercados hoje

📉 Inflação reduz passo. Vários dirigentes do Fed falaram na quinta-feira e trouxeram um vocabulário mais suave após o IPC mostrar desaceleração da inflação. Os discursos mostraram alívio com o indicador e indicaram moderação, embora tenham reforçado o compromisso do Fed de devolver a inflação à meta. O mercado está mais confiante de que a taxa de juros poderá subir a um ritmo menor a partir da próxima reunião do banco central, de 0,50 ponto porcentual, chegando a 4,8% no próximo ano.

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😷 China pode reabrir? A flexibilização da política Covid Zero na China foi tratada em público pela primeira vez por líderes chineses, que pediram às autoridades do país que tenham uma abordagem mais direcionada nos controles. Pequim reduziu para cinco dias o tempo necessário de quarentena para viajantes e contatos próximos, atitude vista pelos investidores como um primeiro passo para a desescalada da política restritiva. As cotações das commodities reagem com alta ante a possibilidade de reabertura.

🇬🇧 Reino Unido se retrai. O PIB do Reino Unido caiu -0,2% no terceiro trimestre, marcando o início do que se espera ser uma longa recessão no país. Embora o recuo tenha sido menos intenso do que a previsão (-0,5%), foi a primeira retração desde o primeiro trimestre de 2021 e os investidores olham o cenário com preocupação enquanto esperam pelo pacote fiscal do governo, que será anunciado no dia 17.

🇪🇺 Europa Pessimista. Nesta manhã, a Comissão Europeia também traçou um cenário sombrio para a economia da região, tendo em vista a piora das condições pela alta do preços da energia e pelas incertezas no ambiente externo, onde várias economias enfrentam problemas. A inflação do bloco europeu , que atingiu +10,7% em outubro, deve fechar este ano com uma média de +8,5% e +6,1% em 2023. No caso do PIB, embora a estimativa para este tenha subido + 3,2%, a projeção para 2023 foi cortada de +1,4% para +0,3%.

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