Musk demite diretoria do Twitter e assumirá como CEO, diz fonte

Demissões incluíram chefe do departamento jurídico e de políticas, diretor financeiro e o principal advogado do Twitter desde 2012

Sede do Twitter em São Francisco, na Califórnia: mudanças no comando agora com a empresa sob o controle de Elon Musk
Por Katie Roof - Ed Hammond e Kurt Wagner
28 de Outubro, 2022 | 08:24 AM
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Bloomberg — Elon Musk pretende assumir o cargo de CEO do Twitter (TWTR) depois de concluir sua aquisição de US$ 44 bilhões da rede social, além de liderar a Tesla (TSLA) e a SpaceX.

Musk teria a intenção de buscar um substituto para Parag Agrawal, que foi demitido junto com outros executivos após a conclusão do negócio, disse uma pessoa familiarizada com o assunto à Bloomberg News, que pediu para não ser identificada. Por ora, o bilionário deve permanecer como CEO, mas pode em algum momento ceder o cargo, acrescentou a fonte. Representantes do Twitter não quiseram comentar.

A aquisição coloca o homem mais rico do mundo no comando de uma rede social em dificuldades após seis meses de disputas públicas e legais.

Mudar a liderança da empresa foi uma de suas primeiras medidas. As demissões incluíram Vijaya Gadde, chefe do departamento jurídico e de políticas, o diretor financeiro (CFO) Ned Segal, que havia entrado no Twitter em 2017, e Sean Edgett, principal advogado do Twitter desde 2012. Edgett foi escoltado para fora do prédio, segundo apurou a Bloomberg News.

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Musk também pretende acabar com as proibições permanentes de usuários, disse a fonte. Isso significa que pessoas previamente expulsas da plataforma por comportamento inadequado podem retornar, uma categoria que incluiria o ex-presidente Donald Trump, disse a pessoa. Não está claro, no entanto, se Trump seria autorizado a voltar ao Twitter no curto prazo.

A aquisição encerra uma saga complicada que começou em janeiro com a compra silenciosa de uma grande participação na empresa, a crescente exasperação do bilionário com a forma como ela era administrada e um acordo de fusão, que mais tarde ele passou meses tentando desfazer.

O bilionário fará uma reviravolta imediata às operações do Twitter, em parte porque muitas de suas ideias contrastam com a forma como a empresa tem sido administrada há anos. Ele disse que quer garantir “liberdade de expressão” na rede social.

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O Twitter baniu Trump dias após a insurreição do Capitólio em janeiro de 2021, citando o “risco de mais incitação à violência”. Com a expectativa de que o ex-presidente faça outra candidatura à Casa Branca em 2024, um retorno ao Twitter pode lhe dar a oportunidade de turbinar sua mensagem.

Mais amplamente, as iniciativas de Musk ameaçam desfazer anos de esforços do Twitter para reduzir o bullying e o abuso na plataforma.

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